SpaceX Starlink: reservamos a nossa internet por satélite. Conheça!

Com alta velocidade e baixa latência, Starlink promete banda larga em áreas (nem tão) remotas

A essa altura você já deve saber que a SpaceX, empresa espacial pertencente a Elon Musk, mesmo dono da Tesla, The Boring Company, Neuralink e um dos homens mais ricos do mundo, está desenvolvendo um sistema global de internet via satélites, a Starlink. A promessa é entregar grandes velocidades com baixa latência, permitindo streaming de video e jogos online, mesmo nas áreas mais remotas, algo inviável até então.

A novidade deve chegar ao Brasil até o final do ano e as inscrições para os interessados em garantir um lugar na fila já começaram, ao preço de U$ 99,00 - aproximadamente R$ 543,00. E o que o Mundo Conectado fez? Garantimos nossa antena!! e fizemos um vídeo mostrando o processo de compra, trazendo ainda uma explicação completa das vantagens, diferenciais e porque a SpaceX Starlink promete revolucionar a internet banda larga ao redor do planeta.
 

Como funciona a Starlink?

Não, não são OVNIs que tem cruzado nosso céu recentemente. A constelação de satélites da Starlink é um espetáculo a parte e é facilmente vista pois está muito mais próximo da órbita terrestre que os demais satélites. Essa é uma das grandes vantagens da Starlink na promessa de uma internet em alta velocidade e baixa latência.

A internet via satélites não é novidade, muita gente já usa em serviço em áreas remotas, em área rural, onde a internet banda larga não é nem de perto uma realidade. O Brasil, por ser um país continental, sofre pela falta de infraesrutura e grande parte do território nacional sequer tem 4G de qualidade, quanto mais conexão ADSL ou fibra óptica. O problema da tecnologia de internet via satélites atual é que os mesmos ficam posicionados na órbita geoestacionária, a 36.000Km de distância da superfície terrestre e, por mais que os dados trafeguem por ondas de rádio e se propaguem no vácuo na velocidade da luz, a grande distância limita velocidades de downloads e sobretudo, entrega um tempo de resposta entre o envio / recebimento de pacotes muito alto, criando uma experiência de navegação muito ruim e que limita o acesso a serviços como streaming de vídeos e jogos online, por exemplo.

A solução criada pela SpaceX está no posicionamento de uma rede de satélites, a Starlink, em uma órbita baixa, bem mais próxima da Terra, envolvendo todo o planeta, criando conchas ao redor do planeta nas altitudes de 340km, 550km e 1.150km de distância da superfície, cada distância cobrindo um tipo diferente de necessidade, com os satélites se comunicando e trafegando dados entre si. Dessa forma encurtando distância e garantindo velocidades maiories, com menor latência. Na fase beta atual, os testes de velocidade tem variado na casa de 150Mps de download e 30Mps de upload, com ping variando na casa de 20ms a 40ms, porém Elonj Musk constantemente fala que as velocidades devem chegar a 300Mbps ainda em 2021 e deve atingir 1Gbps nos próximos anos - conforme a malha de satélites aumente. A lógica aqui é, quanto menor distância da Terra, menor a latência (ping) e maior a velocidade de transmissão de dados.


Fonte: LinusTechTips

Para tornar isso possível a SpaceX negociou com a FCC, a Anatel americana, uma faixa de frequência de rádio para prestação do serviço e assumiu o compromisso de atingir algumas metas: a empresa já conseguiu autorização, ou direito de exploração, para o lançamento de 12.000 satélites, sendo que até o momento mais de 1.000 deles já estão em órbita. O lançamento de satélites é frequente, o último, no dia 14 de março, colocou mais 60 deles no espaço usando o Falcon 9, o primeiro foguete do Mundo com capacidade de decolar e pousar, diminuindo o custo da operação e tornando possível o sonho da empresa de colonizar Marte. Mas não para por aí, a SpaceX já vem negociando com a FCC o lançamento de outros 30.000 satélites.


Mais de 1.000 satélites da Starlink já estão em órbita. Crédito: LeoLabs

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A contrapartida? Prazo! A FCC está pressionando a SpaceX para que tenha pelo menos 50% dos satélites em órbita em até 06 anos e 100% das suas constelações de satélites Starlink em 09 anos. 

No processo de desenvolvimento da sua estratégia espacial a empresa sentou com astrônomos, para garantir que as rotas dos satélites não fossem inteferir com o estudo do espaço, tão pouco gerar lixo espacial próximo a órbita terrestre. para isso a empre implementou um sistema que permite os satélites um funcionamento por 45 anos, com sobra de combustível suficiente para impulsionar os satélites para um distância segura e bem longe do nosso planeta. Ao menos em teoria.
 

O que o consumidor precisa?

Resposta curta: dinheiro e paciência. Caso você tenha ambos e queira assinar a internet banda larga usando os satélites da Starlink, uma consulta de interesse já está disponível em toda a América do Sul. No Brasil, a Starlink Brazil Holding Ltda obteve registro junto a Receita Federal, com atividade econômica principal sendo "Telecomunicações por satélite", porém a empresa ainda não tem registro na Anatel ou autorização para comercialização no país, o que deve ocorrer no transcorrer de 2021. Ou seja, você pode fazer que nem a gente e comprar a internet que ainda não existe. Legal, né!? :)


Fonte: Starlink/divulgação

De qualquer forma, o consumidor já pode fazer o cadastro no site da Starlink pagando uma taxa de US 99,00 e registrar assim o seu interesse pelo serviço tão logo esteja disponível. A promessa é o serviço estar disponível em diversas regiões do país até o final do ano, com prioridade para aqueles que se inscreverem nessa fase. Caso o consumidor desista a qualquer momento, os U$ 99,00 investidos são devolvidos. Essa fase mais parece uma pesquisa de mercado, com a empresa buscando entender onde quais as regiões com maior número de interessados.

Quando o serviço estiver disponível, os pré registrados serão avisados e poderão comprar o kit de instalação. Nos Estados Unidos, o kit custa U$ 499,00 (R$ 2.740,00) e é composto de antena (dish), tripé de sustentação, cabo de 30 metros e roteador para criação da rede local WiFi. O valor não é barato, mas pode ser a solução para quem procura conectividade de boa qualidade em áreas remotas. A promessa da empresa é que o preço caia conforme o custo de investimento inicial na infraestrura seja diluido com novas assinaturas.

A instalação da antena deve ser feita em área aberta, com caminho livre para o espaço, melhorando assim o sinal. A principio, condições climáticas não devem afetar o serviço, já que a frequência de rádio utilizada para o tráfego de dados não é diretamente afetada por condições climáticas existentes no Brasil. Infelizmente, nesse momento, a geolocalização da antena é fixa, ou seja, você em teoria não pode deslocá-la da sua casa para o sítio, por exemplo. Mas já teve quem fez e funcionou, com alguns vídeos no YouTube.

Conforme mencionado, o Mundo Conectado já está na lista, recebendo o Kit, traremos um novo artigo e vídeo para vocês.

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Jacson Boeing

Apaixonado por tecnologia, gadgets e pelo universo geek em geral, Jacson Boeing é sócio-fundador e Editor do Adrenaline, onde desenvolve um trabalho de bastidores, desenvolvendo parcerias e formas criativas de dominar o universo! Fora os sonhos ambiciosos, também ajuda no desenvolvimento de pautas e escreve esporadicamente sobre tecnologia, além de viajar para cobrir in-loco alguns eventos internacionais considerados importantes dentro da estratégia de expansão do Adrenaline.

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