Notebook com ARM? Testamos o MacBook Pro M1

Autonomia de bateria absurda e desempenho que surpreende até os críticos!

E finalmente pudemos testar o MacBook Pro M1. Em 2015 a Apple abandonou o processador PowerPC, saindo da arquitetura RISC para a CISC e escolhendo a Intel e a arquitetura x86 para equipar seus computadores. Exatos 15 anos depois a empresa anunciou o fim da sua parceria com Intel e anunciou o M1, seu primeiro chip Apple Silicon para computadores pessoais.

O MacBook Pro 2020 é idêntico ao modelo 2019 em termos de design. Continua trazendo uma tela de 13.3" Retina com resolução de 2560x1600 pixels, com brilho de 500 nits, ótima para consumir e produzir conteúdo, com boa fidelidade de cores, algo que já é característico da marca.

A bateria praticamente não mudou de 2019 para 2020. Uma bateria de 58.2 Watts hora equipa o MacBook Pro M1, porém devido a mudança de arquitetura, a autonomia chega a 20 horas, com a Apple orgulhosamente dizendo que o M1 traz a melhor relação desempenho por Watt já vista no mercado de PCs. O carregador de parede consegue carregar o notebook a 61W, mas com tamanha autonomia, a promessa é que você vá precisar ele com menor freqência - o que é bom, já que o dispositivo conta com apenas duas portas USB / Thunderbolt 4 (tipo-C), uma delas sendo geralmente utilizada para carregamento, dessa forma você fica refém de um hub de conexões externo para plugar acessórios.  A falta de um leitor de cartões também é sentida, bem como o MagSafe, porém os rumores dizem que a Apple deve trazer de volta ambas as funcionalidades no MacBook Pro 2021. A conferir.

O MacBook Pro abriu mão do teclado borboleta, presente desde 2015 e adotou o modelo tesoura, que apesar de ter teclas um pouco mais altas, não apresenta o problema de travamento de teclas que vinha sendo motivo de reclamação dos usuários. O Magic Keyboard possui retroiluminação e infelizmente vem no padrão de teclas americano.

Já o Trackpad Force continua sendo no estilo ame-o ou deixe-o. Ele é grande, ocupa uma grande aárea da base do notebook e usuários que vem do Windows, como eu, tendem a ter um pouco de dificuldade no começo, já que a lógica por aqui é diferente. Não há botão direito, você tem níveis de pressão e diversos comandos combinando dois e três dedos, ou mesmo todos os dedos pra fechar aplicações. Eses comandos e gestos trazem respostas diferentes de acordo com o software que você está usando, dessa forma a curva de aprendizado é mais longa, mas uma vez que você aprende a usá-lo, é recompensador.

O chip M1

O grande diferencial do MacBook Pro e talvez um divisor de águas para o mercado de notebooks é o chip M1 presente nele. Esse é o primeiro chip desenvolvido em 5 nanômetros em um notebook, trazendo CPU, GPU, processamento neural, tudo em uma única peça de silício compacta, com impressionantes 16 bilhões de transistores e eficiência energética jamais vista em um notebook. A CPU do M1 possui 8 núcleos, sendo 04 de desempenho (Firestorm), 04 de eficiência energética (Icestorm). A GPU possui 8 núcleos e são 16 núcleos para atividades de inteligência artificial.

A versão testada possui 8GB de memória RAM unificada, ou seja, essa memória está dentro do chip M1, e permite que CPU, GPU e rede neural a acessem de forma mais rápida, já que existe maior largura de banda (uma via mais rápida de comunicação e que trafega mais dados paralalelamente) e menor de latência no acesso à memória em qualquer processo.

O lado ruim disso é que não existe possibilidade de expansão, ou você compra a versão de 16GB logo de cara, ou vai ter que ficar com a de 8GB para sempre.

Mas chega de dar spoilers por aqui. Para saber todos os detalhes do produto e da nossa experiência, basta assistir ao vídeo.

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Jacson Boeing

Apaixonado por tecnologia, gadgets e pelo universo geek em geral, Jacson Boeing é sócio-fundador e Editor do Adrenaline, onde desenvolve um trabalho de bastidores, desenvolvendo parcerias e formas criativas de dominar o universo! Fora os sonhos ambiciosos, também ajuda no desenvolvimento de pautas e escreve esporadicamente sobre tecnologia, além de viajar para cobrir in-loco alguns eventos internacionais considerados importantes dentro da estratégia de expansão do Adrenaline.

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