Watch Series 5: vale a pena o caríssimo smartwatch Apple?

Relógio agora incluiu uma tela sempre acesa e novos sensores!

O Apple Watch Series 5 é o mais novo smartwatch da Apple, lançado há cerca de três meses e que só conseguimos colocar as mãos agora. Não, não foi a Apple que nos enviou. Aproveitei que um evento nos Estados Unidos casou com a Black Friday e peguei uma unidade na Amazon americana com algum desconto, algo raro nos produtos da Apple.

Dessa forma hoje vou falar para os fãs e sobretudo para os haters da Apple, afinal no Brasil devido ao preço, a maçã tem mais haters que fãs, sobre o nem tão novo smartwatch da empresa e que se fosse um iPhone seria da linha S, já que não inova tanto assim, mas consolida a folgada liderança da Apple nesse tipo de dispositivo. De novidade o smartwatch traz a tela retina sempre ligada, incorpora uma bússola, tem analise de ruídos e ligações de emergências 

Principais novidades: tela Always On, Bússola, detector de ruídos, suporte a mais frequências de bandas, permitindo ligações de emergência mesmo em modelos GPS e Watch OS 6

Nosso modelo de testes é o Apple Watch Series 5 de 44mm com corpo de alumínio e conectividade GPS. Uma das novidades do Watch Series 5 é que além de corpo de alumínio, a Apple traz também versões de aço inoxidável, titânio e cerâmica. Visualmente todos são muito parecidos, o que muda é a resistência do material e, claro, o preço: o de alumínio é o menos caro deles e parte de R$ 3.999,00 chegando ao de cerâmica e seus impressionantes R$ 12.500. 

Em termos de conectividade. há uma versão que além do GPS também possui LTE, o que permite sair de casa sem levar o celular, com alguma limitação, porém dá pra fazer ligações desde que você tenha um plano especial com as operadoras Vivo, Claro e TIM, que possuem o eSIM para a versão 4G+GPS do relógio.

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Em tamanhos, o Watch mantém as duas opções de 40mm e 44mm, exatamente igual ao Watch Series 4. Aliás, o design do Watch Series 5 é igual o do Watch Series 4.

A Apple domina o mercado e o Watch é a grande referência de relógios inteligentes.

A Apple não foi a primeira empresa a lançar smartphones, mas quando lançou o primeiro iPhone a empresa revolucionou esse mercado. Também não foi a primeira a lançar os fones bluetooth true wireless, mas com a chegada dos AirPods, assumiu a liderança em fones nesse segmento. Com o seu smartwatch não foi diferente: o Apple Watch não é o pioneiro dos relógios inteligentes, mas desde sua chegada vem evoluindo de geração em geração e hoje a empresa possui uma liderança folgada nesse segmento.

Não a toa! O Apple Watch é hoje o melhor smartwatch disponível no mercado, combinando o Apple S5, melhor processador para relógios a um OS mais intuitivo e completo do que a concorrência, incluindo aí o Wear OS do Google, Tyzen da Samsung, Amazfit OS da Xiaomi, Garmin, Fitbit ou qualquer outro sistema proprietário disponível por aí. O próprio Google sabe que precisa fazer algo se quiser mudar esse cenário, tanto que em novembro a empresa comprou a Fitbit, outro player relevante desse segmento e promete ser um parei muito mais duro pra Apple em 2020.

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01/11/2019 às 14:55
Notícia

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As empresas em conjunto prometem elevar ainda mais o nível de tecnologia desenvolvida

Ainda com relação ao sistema operacional, Com o lançamento do Apple Watch Series 5 chegou também o Watch OS 6, nova versão do sistema operacional. Uma das novidades é que agora o Apple Watch tem uma loja própria de aplicativos, o que permite ver no relógio os apps de terceiros disponíveis e já instalar por ali mesmo. São várias opções, a maioria relacionada à saúde, sejam eles focados em atividade física, mapeamento do sono, ingestão de calorias e até controle do ciclo menstrual. As opções são variadas, o que acaba tornando o relógio muito mais completo e útil que seus concorrentes, aumentando bastante o tempo de interação e a quantidade de notificações do gadget, o que é ótimo!!! mas por outro lado afeta um dos calcanhares de Aquiles do Apple Watch: a bateria

A principal novidade do Apple Watch 5 é a tela retina sempre ativa, que ao invés de desligar totalmente quando não está em uso, apenas suaviza as cores e diminui o brilho, permitindo assim ver o horário sem precisar fazer o uso do acelerômetro sem o movimento de virar o braço para o seu rosto, o que pode ser complicado dependendo da atividade que você estiver realizando.

Uma tela sempre ligada significa mais consumo de bateria e se o Apple Watch já não era nenhum primor em termos de autonomia, o Apple Watch Series 5 precisa ir pra tomada diariamente. A Apple promete bateria pra 18h em uma rotina de uso equilibrada, mas nos meus testes eu só consegui esse período desativando a opção de manter a tela sempre ativa, o que não faz sentido algum, já que essa é a principal novidade do aparelho e acaba sendo algo que você se acostuma muito facilmente a ponto de incomodar ter que voltar a usar o relógio com a tela apagada.

As 18 horas de autonomia só são possíveis se você desligar o recurso da tela sempre acesa

Dessa forma a opção acaba sendo colocar o Apple Watch para carregar todas as noites, evitando assim ficar sem bateria logo no início do próximo dia. Como a maioria das pessoas dorme sem o relógio, isso não chega a ser um problema, fora o inconveniente de ter mais um dispositivo para carregar todas as noites. Já para aqueles que como eu, usam o relógio para monitorar o sono, aproveitando os vários sensores para mapear o início e fim do sono, qualidade do sono, qualidade e tempo de sono profundo, entre outras métricas, nesse caso a situação é um pouco mais chata já que por usar carregamento por indução magnética, apesar de possuir uma bateria de baixa capacidade o Apple Watch leva cerca de 2h30 para dar uma carga total, ou cerca de 1h30 se considerarmos que você chega no fim dia com uns 30% de bateria restante.

Precisar de uma carga todo dia atrapalha o uso do relógio para o monitoramento do sono

Mas o o Apple Watch não faz isso nativamente. Eu uso o app AutoSleep, mas tem o Sono++ entre outros apps de sono disponíveis na loja de aplicativos do relógio.

Outra novidade do Series 5 é que o modelo conta com uma bússola integrada, que auxilia em atividades físicas e no deslocamento pelo mapa, já que posiciona um cone indicando a direção que você deve seguir. O aparelho já possuía diversos outros sensores como acelerômetro, giroscópio, sensor de batimento cardíaco de segunda geração e barômetro.

Outra novidade é o app Ruído, que mostra em tempo real o volume do som ambiente em decibéis. A Apple alega que ruído excessivo pode prejudicar a sua audição, dessa forma a empresa da mais um passo para transformar o Apple Watch no parceiro ideal para monitoramento da saúde dos seus consumidores.

Toda essa liderança é ruim para o mercado e principalmente para os consumidores. Isso porque a empresa não precisa se esforçar muito para conquistar espaço, soltando melhorias "a conta gotas", o mínimo necessário pra que as pessoas queiram continuar trocando seus relógios. Tanto que do Apple Watch Series 4 para o 5 as inovações foram pequenas.

A falta de concorrência faz com que a Apple possa fazer essas evoluções apenas incrementais no Watch

 

A inovação mesmo aconteceu na mudança de geração entre o Series 3 e o Series 4. Ali a Apple introduziu novos tamanhos, arredondou mais as bordas, deixou o relógio mais fino e aumentou a área útil da tela, deixando mais espaço na tela para informação dos apps.

Além disso a empresa introduziu o eletrocardiograma (ECG), que ainda não funciona aqui no Brasil, não se sabe se por culpa da própria Apple ou da Anvisa, que precisa aprovar qualquer aparelho médico antes de comercializado. Esperamos que isso aconteça em breve.

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Jacson Boeing

Apaixonado por tecnologia, gadgets e pelo universo geek em geral, Jacson Boeing é sócio-fundador e Editor do Adrenaline, onde desenvolve um trabalho de bastidores, desenvolvendo parcerias e formas criativas de dominar o universo! Fora os sonhos ambiciosos, também ajuda no desenvolvimento de pautas e escreve esporadicamente sobre tecnologia, além de viajar para cobrir in-loco alguns eventos internacionais considerados importantes dentro da estratégia de expansão do Adrenaline.

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