Uma vulnerabilidade no Bluetooth pode entregar sua localização a hackers

Uma vulnerabilidade no Bluetooth pode entregar sua localização a hackers

Segundo estudo, pulseiras inteligentes são os alvos mais fáceis para um possível ataque

Uma vulnerabilidade no Bluetooth pode entregar a hackers informações sobre o local de uma pessoa com algum gadget com esse tipo de conexão.

Como hoje, é muito comum carregarmos dispositivos do tipo, alguém mal intencionado e com as habilidades necessárias, pode conseguir hackear um dispositivo sem grandes dificuldades e acessar as informações.

O estudo foi feito pela Universidade de Boston, comentando o perigo de as informações serem utilizadas para perseguição e abuso. A vulnerabilidade tem relação com o modo como os dispostivos se conectam entre eles. Um dos dispositivos envia um sinal de endereço único, similar a um endereço de IP contendo informações sobre a conexão.

28/02/2019 às 18:35
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A maioria dos aparelhos, ao receber esse sinal, geram uma versão aleatória de tempos em tempos desse sinal para proteger a privacidade. O que a Universidade descobriu através de pessquisas, é que é possível identificar essa conexão Bluetooth mesmo quando há a troca do endereço. Para que isso fosse possível, foi necessário apenas utilizar um algoritmo sniffer de código aberto.

Apesar do perigo, os pesquisadores disseram que o perigo maior é mesmo a perseguição que alguma pessoa pode sofrer, já que a vulnerabilidade não dá acesso aos arquivos pessoais da pessoas. Outro detalhe é que o sistema Android parece se proteger bem desse tipo de problema, segundo é relatado, ficando o perigo para o Windows 10 e também dispositivos iOS.

A pesquisa também relata que os mais expostos são os usuários de pulseiras inteligentes, eles alertam que as pulseiras fitness não geram sinais aleatórios de tempo em tempo automaticamente, o que faz dele um gadget muito mais simples de ser hackeado.

Sempre que desligada e ligada novamente, o hacker perderá o sinal, uma maneira simples de resolver a situação por certo tempo, já que não resolve em definitivo. Para ser corrigida, é necessário que o próprio dispositivo se proteja.

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Um dos pesquisadores da Universidade de Boston comentou que há inúmeras maneiras de ver a rota de alguém, mas que o importante é saber o máximo delas para evitar problemas caso você precise.

Via: Engadget Fonte: Universidade de Boston

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