Cientistas desenvolvem tecnologia APDs que promete ser mais rápida e eficiente que o silício
Créditos: Mike Hall Photography

Cientistas desenvolvem tecnologia APDs que promete ser mais rápida e eficiente que o silício

A tecnologia pode ser aplicada em sistemas espaciais de comunicação óptica livre do futuro

O Institute for Compound Semiconductors (ICS) divulgou a pesquisa feita com Fotodiodo Avalanche (APDs), que promete revolucionar o modo que os hardwares são construídos e aprimorar os equipamentos construídos em silício. A pesquisa aprimorou o APDs, que se mostrou ser ainda mais rápido que os atuais sistemas.

O silício é amplamente utilizado pelas fabricantes de equipamentos eletrônicos, isso porque ele é um semicondutor eficiente, ele consegue transmitir até 95% dos comprimentos de onda das radiações infravermelhas, além de ser abundante na crosta terrestre.

“O silício é o material mais utilizado nas indústrias de semicondutores. No entanto, tem sido difícil integrar fontes de luz compactas neste material. Nossa pesquisa rompe essa barreira desenvolvendo lasers extremamente pequenos integrados em plataformas de silício, aplicáveis ??a várias plataformas eletrônicas, optoeletrônicas e fotônicas baseadas em silício.” - Diana Huffaker é Diretora Científica do Instituto para Compostos da Universidade de Cardiff

Os APDs foram considerados como alternativa por serem altamente sensíveis e conseguem converter a  luz em eletricidade de uma forma muito mais eficiente, devido ao efeito fotoelétrico produzido por esse material. Os pesquisadores afirmam que os APDs super sensíveis são precisos, e podem ser uma melhor opção para comunicações de dados que demandam uma alta velocidade, que é o que a indústria está procurando para continuar avançando no desenvolvimento de tecnologias futuras.

Os APDs podem ser uma melhor opção para comunicações de dados que demandam uma alta velocidade

A professora Diana Huffaker afirma que o desenvolvimento da pesquisa está voltado para o avanço da tecnologia e no processamento de dados “Nós estamos trabalhando de maneira próxima com a Airbus e com a Compound Semiconductor Applications Catapult para aplicar esta tecnologia em sistemas espaciais de comunicação óptica livre do futuro”.

Além de ser usado para a fabricação de novos hardware, os APDs também podem ter utilidade em construção de mapas em alta resolução. O que poderia ajudar no avanço de pesquisas em mapeamento 3D com laser, geomorfologia e sismologia, por exemplo. 

O grande problema para o desenvolvimento dessa tecnologia é a dificuldade de fabricação.  A equipe de pesquisadores usou epitaxia por feixe molecular (MBE) para construir o cristal semicondutor que é feito átomo por átomo, uma construção complexa que utiliza a combinação de quatro diferentes átomos, o que pode inviabilizar o projeto em larga escala. 

Via: Tom's Hardware, Adrenaline
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Ana Luiza Pedroso

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