Bitcoin consome mais energia do que a Suíça inteira, revela pesquisa
Créditos: Axel Castillo/PXHere

Bitcoin consome mais energia do que a Suíça inteira, revela pesquisa

Cientistas da Universidade de Cambridge lançaram ferramenta online para estimar gastos de energia da criptomoeda

Cientistas da Universidade de Cambridge divulgaram um novo relatório onde apontam que toda a rede da criptomoeda Bitcoin consome mais energia do que toda a nação da Suíça. A estimativa dos pesquisadores pode ser conferida através de uma ferramenta online chamada Cambridge Bitcoin Electricity Consumption Index (Índice de consumo de energia de Bitcoin ou CBECI).

07/06/2019 às 17:56
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A ideia da página é manter uma estatística atualizada do consumo de energia estimado de toda a rede de Bitcoin do mundo. No momento em que esta notícia foi escrita, a estimativa é de que a rede da criptomoeda está gastando um total de 7,29 gigawatts. Ao longo do período de um ano, os cientistas apontam que esse gasto chega a 64 terawatts.

Site oficial: Cambridge Bitcoin Electricity Consumption Index

Isso é mais que os 58,4 terawatts que o país inteiro da Suíça consome, mas ainda está abaixo dos 68,2 terawatts que a Colômbia gasta, por exemplo. Para efeito de comparação, o Brasil tem seu consumo total de energia estimado em 509 terawatts. O país que mais gasta energia é a China, com seus 5.564 terawatts por ano, enquanto os Estados Unidos aparecem em segundo com 3.902 terawatts. Os dados são de um relatório divulgado pela Agência Central de Inteligência (CIA) estadunidense.


Fonte: CBECI (via The Verge)

De acordo com o site The Verge, isso significa que a Bitcoin é responsável por cerca de 0,25% de todo o consumo de energia do mundo. Os pesquisadores fizeram uma comparação bem humorada, de que todas as chaleiras do Reino Unido levam 11 anos para, juntas, gastarem a mesma quantidade de energia do que a Bitcoin.

Por outro lado, a eletricidade desperdiçada todos os anos por equipamentos eletrônicos ligados porém inativos nos Estados Unidos seria suficiente para alimentar quatro vezes toda a rede de Bitcoin.

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"Nós queremos usar comparações para definir a narrativa. Visitantes podem decidir por conta própria se isso é algo grande ou pequeno".
Michel Ruchs, co-criador da CBECI

Via: The Verge
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Carlos Felipe

Apaixonado por games desde os 6 anos de idade, quando ganhou um Playstation, época em que também se divertia com o Super Nintendo dos outros. Em 2005 migrou parao PC, e aí começou a se interessar por tecnologia também. Apesar disso, nunca conseguiu largar a preferência por jogos de corrida e de esporte, principalmente os de futebol. Estuda jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina.

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