Fim do banimento da Huawei faz ações de empresas de chips subirem na bolsa
Créditos: TechRadar

Fim do banimento da Huawei faz ações de empresas de chips subirem na bolsa

Apesar de incertezas com Android, mercado reagiu com positividade à decisão de Donald Trump

A Huawei não é a única empresa a ficar feliz com o fim da sanção que proibia a firma chinesa de negociar com companhias dos Estados Unidos. Segundo informa a CNBC, as ações de diversas fabricantes de chips subiram consideravelmente após o presidente Donald Trump anunciar o fim da ordem, que estava sendo vista como mais uma jogada do político na guerra comercial contra a China.

Apesar de ainda existirem incertezas sobre a Huawei usar o sistema operacional Android, a liberação de negócios entre a gigante chinesa e empresas americanas acabou sendo positiva para quem fabrica hardwares. 

02/07/2019 às 19:23
Notícia

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Recentemente, Donald Trump anunciou a retirada das sanções sobre a empresa chinesa

A fabricante de semicondutores para comunicação Skyworks viu suas ações valorizarem cerca de 6% no começo da semana, enquanto a firma de memórias Western Digital valorizou 4,4%. Outra empresa do setor de armazenamento que viu seus números subirem foi a Micron, que ganhou cerca de 4% de valor no mercado.

A Broadcom, que também fornece tecnologias essenciais para a criação de smartphones e computadores, valorizou 4,3%. AMD e Nvidia, empresas do ramo de placas de vídeo, tiveram suas ações subindo cerca de 1%.

Outra firma que ganhou mais espaço no mercado graças ao fim do banimento da Huawei foi a Qualcomm, que teve uma valorização de 2%. Apesar da fabricante chinesa ter sua própria linha de processadores e ter certa independência dos chips Snapdragon, ambas ainda trabalham juntas com frequência, principalmente na expansão das redes 5G.

Segundo relatam os especialistas da Goldman Sachs, as principais empresas que tiveram aumento no valor das ações são companhias dos Estados Unidos que fazem negócios na China. De acordo com as informações vindas da CNBC, marcas como Qualcomm, Micron e Broadcom tem cerca de 50% ou mais de sua renda vindas do mercado chinês.


Imagem: CNBC/Goldman Sachs

Como a Huawei é a segunda empresa que mais vende smartphones no mundo e tem grande parte de sua atuação focada em seu país nativo, a possibilidade de fazer negócios com a firma garante portas abertas para lucros na potência asiática.

Fonte: CNBC
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