Estudantes do IFSC levam projeto sobre filtração de água para conferência na NASA
Créditos: IFSC Câmpus Xanxerê

Estudantes do IFSC levam projeto sobre filtração de água para conferência na NASA

O estudo pesquisa a importância da gravidade no processo de filtração em filtros de barro

Estudantes do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), campus Xanxerê levaram o projeto "Capilaridade vs Gravidade no processo de filtração" para a NASA. O projeto testa a gravidade no processo de filtração de água em filtros brasileiro de barro, que são considerados um dos melhores do mundo segundo a revista The Drinking Water Book.

Esse projeto desenvolvido pelos alunos começou dentro da sala de aula, com a estudante Renata Muller que solicitou aos professores que o seu grupo fosse inscrito no Garatéa-ISS, que é uma iniciativa da Universidade de São Paulo com outras parceiras, que busca fazer o incentivo de pesquisas científicas no Brasil. “Primeiro, apresentei a ideia para os meus colegas que também gostam dessa área de Exatas e fomos atrás dos professores para inscrever o IFSC”, diz Renata. O projeto foi o vencedor do concurso, entre outras 172 escolas brasileiras.

Para entender do que se trata, o estudo se baseia na gravidade para fazer a filtração. A água "contaminada" fica na parte de cima do filtro, passa pelo carvão ativado e vai para a parte de baixo, já filtrada e boa para o consumo. O que os estudantes estão se propondo, é: estudar esse método sem a interferência da gravidade. Como vencedores do concurso, eles conseguiram embarcar para os EUA e ir até o centro espacial da NASA para usar o recurso de gravidade que fica próximo a zero. 

“O experimento pretende testar um método de filtração independente da gravidade, para que a água seja filtrada no espaço, onde a gravidade é quase zero. E, para isso, contamos com a capilaridade" - Andreia Weber, professora de química do IFSC Xanxerê

A capilaridade é uma ação física que fazem os fluidos subirem ou descerem, em tubos muito finos. Quando usamos o filtro em condições normais na Terra, o sentido da água é de cima para baixo, mas para fazer os novos experimentos o grupo se propôs a inverter essa ordem. O experimento foi feito usando um tubo de ensaio, dividido ao meio com uma camada de carvão ativado. Em uma das partes fica uma solução de azul de metileno, que é usada para visualizar se a filtração está dando certo, enquanto a outra parte é destinada ao líquido já filtrado.

“Além disso, o experimento terá a presença de um respirador, que passará ao longo de todo o tubo, a fim de regular a pressão interna: o líquido só pode passar para o outro extremo ‘trocando de lugar’ com o ar, ou seja, para o líquido passar, é necessário que passe ar no sentido contrário” - estudantes responsáveis pelo projeto.

A apresentação aconteceu durante a Conferência Nacional do Programa de Experimentos Espaciais de Estudantes, no Museu Nacional do Ar e Espaço, em Virgínia, entre os dias 1 e 2 de julho. Além do grupo de brasileiros, outros 22 projetos de diferentes lugares dos EUA também foram apresentados durante a conferência.

24/06/2019 às 23:25
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Os alunos além de apresentar o projeto também vão presenciar o lançamento do foguete Falcon, no Centro Espacial da NASA na Flórida. O foguete da SpaceX  vai poder levar o filtro de barro para o espaço, para finalizar os testes do projeto dos alunos. Isso vai aprimorar o modo como a água é consumida nas espaçonaves e significa um grande avanço em missões espaciais tripuladas. 

“Temos muito orgulho de representar o Brasil nos Estados Unidos e, especialmente, dar destaque ao oeste catarinense, a uma escola pública em um concurso de ciências espaciais. É uma área pouco comum, mas considerada um sonho por muitos. E aprendemos muito, porque precisamos lidar com erros e achar um meio de fazer dar certo” - Renata Muller, estudante do terceiro ano do Ensino Médio Integrado à Informática, IFSC Xanxerê

Os responsáveis pela elaboração da pesquisa são principalmente os alunos do terceiro ano do ensino médio: Renata Muller, Roberta Debortoli, Ricardo Cenci e Isabela Battistella. Que tiveram auxílio de seus coordenadores, os professores Andreia Weber e Victor Bernardes de química, além do Daniel Ecco, que ministra aulas de matemática no campus.

Fonte: Sicoob SC, IFSC Xanxerê
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Ana Luiza Pedroso

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