Desmontagem do Huawei P30 Pro revela poucas partes de empresas dos EUA
Créditos: CNET

Desmontagem do Huawei P30 Pro revela poucas partes de empresas dos EUA

Fabricante chinesa não deve ter problemas para encontrar componentes para substituir

O site japonês Nikkei Asian Review fez uma desmontagem completa de um Huawei P30 Pro, detalhando cada um dos componentes internos do smartphone e suas origens. A "anatomia" do celular é interessante para ver quantas dessas peças são fabricadas por empresas norte-americanas, já que os próximos aparelhos da companhia não vão poder manter essas parcerias.

E parece que, nessa parte pelo menos, a Huawei não deve ter muitos problemas para repor. Apenas 15 das 1.631 partes que compões o Huawei P30 Pro levam a assinatura de empresas dos EUA. Isso representa 0,9% do número total. Mas é interessante notar também que apenas essas 15 partes são suficientes para somar 16,3% do custo total de fabricação dos aparelhos, porque são partes bem caras. A tabela abaixo foi organizada pela Nikkei Asian:

O motivo de tão poucas partes resultarem numa porcentagem tão expressiva do valor do celular é que são componentes bem caros. A memória RAM do aparelho é o segundo componente mais caro na composição, e é de fabricação da Micron Technology. O componente mais caro de todos é a tela OLED, fabricada na China mesmo.

Pelo menos na parte do hardware, então, podemos ver que a proibição para companhias dos EUA em trabalharem com a Huawei pode representar uma perda maior para os norte-americanos. Não faltam opções para a companhia chinesa de smartphones substituir essas peças em seus aparelhos, enquanto um bom investimento vai deixar de ir para empresas dos EUA.

17/06/2019 às 17:09
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Mas é claro que os poucos componentes do Tio Sam em seus aparelhos é o menor dos problemas da Huawei em relação à rixa com o governo dos EUA. A empresa não vai mais poder contar com o Android, tendo que entregar um sistema operacional próprio que pode comprometer a usabilidade do aparelho para alguns de seus clientes. Além disso, a imagem da companhia pode ser comprometida no imbróglio, com compradores desistindo de seus celulares devido à preocupações em relação à espionagem do governo chinês, a principal acusação das autoridades norte-americanas contra a Huawei.

Via: GSMArena Fonte: Nikkei Asian Review
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João Gabriel Nogueira

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