Estados Unidos proíbem a venda de tecnologia para supercomputadores chineses
Créditos: Swypeout

Estados Unidos proíbem a venda de tecnologia para supercomputadores chineses

A medida que restringe a exportação de componentes deve interromper os avanços do setor

As consequências do decreto emitido pelo governo americano que bloqueia as relações comerciais de empresas dos Estados Unidos com a China acaba de ganhar uma nova vítima, os supercomputadores. Os sistemas usados para cálculo de grandes quantidades de dados é extremamente importante para avanços tecnológicos em diversos setores que vão desde descobertas científicas até mesmo criação de defesas bélicas, para o caso de uma guerra ou ataque de grande porte. 

Mas nesta semana o Departamento de Comércio dos Estados Unidos emitiu uma nota em que enfatiza as restrições de comércio com a China, citando diretamente as tecnologias usadas na criação de novos supercomputadores. Essa medida afeta diretamente cinco grandes nomes das pesquisas científicas chinesas: o Instituto Wuxi Jiangnan, a companhia Sugon e mais três corporativas filiais sua. 

A China já não é mais líder no setor da supercomputação desde 2018, quando o Sunway TaihuLight, supercomputador de 93 petaflops de capacidade, foram superados pelo americano Summit, de 200 petaflops, capaz de processar até 200 quatrilhões de cálculos por segundo. As medidas adotadas pelo governo dos EUA procura justamente barrar a possibilidade da China apresentar um novo supercomputador mais potente. 

17/06/2019 às 20:30
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Um dos argumentos que reforçam a decisão americana é o de que os avanços tecnológicos da China “agem de forma contrária à segurança nacional e aos interesses da política externa dos Estados Unidos", sob a alegação de que os supercomputadores são parte fundamental para a criação de armas nucleares ou mesmo criptografia de ponta-a-ponta. 

Aparentemente, o decreto procura se sustentar na ideia de defesa militar, mas o impacto mais significativo, sem dúvidas, é sentido pelas empresas chinesas, que terão de parar seus projetos de supercomputação até conseguir uma isenção dos EUA para comprar novas tecnologias e componentes fabricados por empresas americanas. Entretanto, essa medida pode não ser negativa apenas para os chineses, já que a proibição causa impactos diretos em companhias americanas que vendem componentes eletrônicos para a China.

Até o momento a Huawei foi a empresa que mais sofreu com o decreto, mas o resultado foi suficiente para que empresas americanas como Intel e Qualcomm se levantassem contra o governo dos Estados Unidos para proteger suas estratégias comerciais também. 

Via: Engadget, Reuters
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Lucas Alvaro

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