Hackers invadem celular do Ministro da Justiça, Sergio Moro, e linha é cancelada
Créditos: Wikipedia

Hackers invadem celular do Ministro da Justiça, Sergio Moro, e linha é cancelada

Invasores teriam usado aplicativos e trocado mensagens por um período de seis horas

O celular do Ministro da Justiça do Brasil, Sergio Moro, foi invadido por hackers ontem, dia 4 de junho, obrigando o ex-juiz federal a cancelar essa linha – que ainda utilizava o DDD 41 de Curitiba. A Polícia Federal anunciou que lançou uma investigação para apurar o acontecimento e que está contando com a equipe especializada em tecnologia do Ministro da Justiça e Segurança Pública para verificar a fonte do ataque.

20/05/2019 às 23:53
Notícia

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Tudo começou mais ou menos às 18h de ontem, quando Moro recebeu uma ligação vinda de seu próprio número telefônico. Ele estranhou o fato, mas ainda assim atendeu e percebeu que não tinha ninguém do outro lado da ligação.

De acordo com a Folha de S. Paulo, o hacker teria passado um período de seis horas mexendo em aplicativos do smartphone de Moro e até chegado a trocar mensagens com os contatos do Ministro. O responsável pela invasão teria ficado até pelo menos a 1h da manhã de hoje, dia 5 de junho, utilizando o Telegram de Sergio Moro.

"Informamos que ontem houve tentativa de invasão do telefone celular do Ministro da Justiça e Segurança Pública, linha 41 99944-4140. Diante da possibilidade de clonagem do número, a referida linha foi abandonada. Investigação para apuração dos fatos já está em andamento".
- Comunicado oficial da assessoria de Sergio Moro

Algo aparecido aconteceu no ano passado, ainda durante o governo Michel Temer. O então Ministro da Casal Civil, Eliseu Padilha, e Carlos Marun da Secretaria do Governo acabaram caindo em golpes parecidos. Naquela ocasião, os golpistas usaram aplicativos de mensagem para pedir empréstimos para os contatos dos membros do Governo.

Ainda segundo a publicação, o ataque hacker sofrido por Sergio Moro acaba de trazer à tona o debate sobre a segurança virtual da equipe do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Ele tem a prática de usar o aplicativo de mensagens WhatsApp para lidar com assuntos oficiais do Governo. Para isso, Bolsonaro utiliza um smartphone comum e não o telefone criptografado fornecido pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) – que não roda WhatsApp.

Via: Estadão, G1, Folha de S. Paulo
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