CEO da Huawei não apoia possível retaliação da China contra a Apple
Créditos: Android Authority

CEO da Huawei não apoia possível retaliação da China contra a Apple

Para o executivo, política e negócios devem ficar separados

Após os Estados Unidos proibirem empresas do país de fazerem negócios com a Huawei, uma das suposições era de que a China devolveria o ato na mesma moeda e bloquearia a Apple no país. O chefe da fabricante de smartphones chinesa comentou sobre o assunto e disse que esta não é a maneira certa de lidar com o problema.

Em entrevista ao Bloomberg, Ren Zhengfei disse que é contra retaliações chinesas voltadas à Apple, pois a empresa representa grande parte do mercado de smartphones e é uma "professora" para a Huawei.

"Isso não vai acontecer, antes de mais nada. E, segundo, se acontecer, eu serei o primeiro a protestar. Apple é a minha professora, ela lidera. Como estudante, como posso ir contra minha professora? Nunca"
- Ren Zhengfei, CEO da Huawei

A declaração do executivo foi bastante impactante, já que a Huawei é constantemente acusada de copiar e aliciar antigos funcionários para roubar tecnologias de concorrentes como a Apple. Zhengfei se defendeu dizendo que a sua empresa está na frente das americanas, e que as preocupações do governo estadunidense são infundadas.

"Eu roubo a tecnologia americana de amanhã. Os Estados Unidos nem mesmo possuem essas tecnologias", disse o executivo para a Bloomberg. "Nós estamos na frente dos EUA, se estivéssemos atrás, não haveria necessidade de Trump nos atacar tenazmente".


Ren Zhengfei, CEO da Huawei. Imagem: BBC

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O executivo também disse que política e negócios devem ficar separados e que ignoraria ligações de Donald Trump, o presidente dos Estados Unidos. Por fim, Zhengfei revelou que a confusão causada pelo banimento pode afastar ainda mais a Huawei do mercado norte-americano. "Os EUA nunca compraram nossos produtos. E mesmo que queiram no futuro, talvez eu não venda. Não há necessidade de negociação".

Com o decreto que coloca a Huawei na lista negra dos Estados Unidos, a companhia chinesa não pode mais fazer negócios com firmas como a Google e também perdeu seu contrato com a fabricante de chips britânica ARM. Caso a decisão seja mantida, a empresa terá que bolar soluções para se manter no mercado, como um sistema operacional próprio, que já está sendo desenvolvido, e hardware sem tecnologias americanas.

Atualmente, o banimento está pausado para que a Huawei consiga entregar suporte extra para seus atuais clientes. Uma das possibilidades é que a "liberdade" da empresa seja negociada por Donald Trump para conseguir benefícios na guerra comercial entre Estados e China. 

24/05/2019 às 15:44
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Em todo caso, a Apple não precisa se preocupar tanto: além de ter o apoio do CEO da Huawei em possíveis retaliações, uma represália chinesa em cima da dona dos iPhones poderia causar prejuízos para algumas parceiras chinesas da firma americana, o que poderia causar desemprego no país.

Ainda assim, o prejuízo para a marca de Tim Cook seria bem maior. De acordo com estimativas da Goldman Sachs, a Apple perderia cerca de um terço de seus lucros caso seus produtos fossem banidos na China, além de ter o acesso negado para fábricas e componentes presentes nos seus dispositivos. 

Neste cenário de incertezas, tudo o que podemos fazer agora é esperar pelo próximo capítulo dessa novela internacional.

Via: 9toFiveMac
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