Futuro da Huawei no ocidente é incerto após duro golpe do governo americano
Créditos: 2015 Getty Images

Futuro da Huawei no ocidente é incerto após duro golpe do governo americano

Google, Qualcomm, Intel, Broadcom e outras encerram negócios com a empresa

[+update]: Recebemos o posicionamento oficial da Huawei no Brasil:

Todos os smartphones existentes do portfólio Huawei, ou seja, aqueles que já foram vendidos e aqueles que estão atualmente à venda e em estoque, podem ser usados normalmente e não serão afetados. Além disso, esses dispositivos podem continuar a usar e atualizar serviços do Google, como o Google Play, o Gmail, etc. Da mesma forma, esses produtos continuarão recebendo atualizações dos patches de segurança do Google e poderão atualizar, sem nenhum problema, todos os aplicativos disponíveis no Google Play, incluindo todos os aplicativos de terceiros.

Aproveitando a atualização no assunto, temos também um vídeo falando dessa disputa entre o governo americano e a empresa chinesa.

[+texto original]: Os planos de expansão da Huawei para fora do mercado chinês sofreram um duro golpe nas últimas horas. Múltiplas empresas importantes no mercado de mobilidade estão encerrando suas ligações com a empresa chinesa, seguindo uma ordem executiva da administração Trump.

Na semana passada, o executivo americano decretou uma emergência nacional e passou uma ordem executiva proibindo qualquer companhia de realizar transações com a empresa chinesa. Fabricantes de chips como a Intel, Broadcom, Xillinx e Boradcom já anunciaram que não irão mais fornecer hardware para a empresa chinesa.

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A restrição imposta pelo governo americano impacta profundamente nos planos de expansão da empresa para o ocidente

Só essa restrição já seria suficiente para inviabilizar o crescimento da empresa chinesa, pois mesmo possuindo um SoC próprio, o HiSilicon Kirin, é praticamente impossível trabalhar no desenvolvimento de um smartphone sem múltiplas parcerias para vários dos componentes presentes nele. Porém outro golpe veio também na área de software: a Google não está mais fornecendo updates do sistema Android.

A Google ainda estaria "verificando as implicações" da ordem executiva da administração Trump, porém nesse ínterim está impedindo a Huawei de passar pela certificação do Compatibility Test Suite (CTS), processo em que a empresa americana homologa aparelhos e disponibiliza seus serviços. 

Novos aparelhos da Huawei não estão recebendo licenciamento da Google

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O Android é desenvolvido como software de código livre, então a Huawei pode continuar utilizando o sistema operacional. Porém sem o CTS, ela não recebe a suíte de aplicativos da Google, com apps como YouTube, Gmail, Chrome, Calendário, e vários outros elementos centrais da experiência com o sistema Android, como a loja de aplicativos Google Play.

 

De acordo com a Google, aparelhos atuais da marca ainda receberão atualizações de segurança. O impacto será sentido em futuros aparelhos, já que a Huawei terá que decidir se trará o sistema Android sem esses elementos básicos pré-instalados ou se partirá para o desenvolvimento de um sistema próprio (algo que inclusive já estava nos planos), porém mesmo resolvendo a parte do software, será bastante improvável para a gigante chinesa ter condições de competir no mercado ocidental sem contar com a cooperação de outras múltiplas empresas de hardware.

Os EUA acusam a Huawei de espionar para o governo chinês

Essa crise para a Huawei é mais um momento de tensão entre a empresa chinesa e o governo americano. A gestão Trump acusa a Huawei de roubar segredos comerciais, violar sanções econômicas ao negociar com o Irã e atuar na espionagem em conluio com o governo chinês, todas acusações negadas pela Huawei. O governo americano vem atacando a empresa chinesa em múltiplas frentes, chegando a prender uma executiva da empresa, por exemplo.

A administração Trump vem trabalhando a todo custo para barrar a influência da Huawei no mercado internacional de telecomunicações. A empresa chinesa vem crescendo rapidamente na venda de smartphones, e também é uma das principais concorrentes pelo crescente mercado do 5G. Recentemente o governo americano pressionou a Alemanha a excluir a Huawei da disputa pelo mercado do 5G alemão, algo que foi recusado pelo país europeu.

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