Carro da Tesla se envolve em novo acidente fatal com o piloto automático ligado
Créditos: NTSB

Carro da Tesla se envolve em novo acidente fatal com o piloto automático ligado

Model 3 tem nova tecnologia de direção automática, mas se envolveu em acidente "repetido"

Jeremy Banner estava dirigindo seu Tesla Model 3 na Flórida, Estados Unidos, quando um caminhão entrou em sua frente para fazer uma conversão à outra pista. Nem o motorista nem o piloto automático do carro reagiram a tempo e o veículo, que estava andando a 110 km/h, entrou embaixo da carroceria do caminhão, matando Banner e indo parar depois, apenas uns 500 metros adiante.

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O acidente aconteceu em março, mas está retornando às notícias porque a investigação concluiu que a função do piloto automático do carro (Tesla Autopilot) estava ligada no momento do acidente. O relatório da diretoria de segurança de transportes dos EUA (NTSB) informa que:

"Dados preliminares indicam que o sistema de piloto automático da Tesla estava ativo no momento do acidente. O motorista ativou o Autopilot aproximadamente 10 segundos antes da colisão. A partir de menos de 8 segundos antes do acidente até o momento do impacto, o veículo não detectou as mãos do motorista no volante."

É importante lembrar aqui que Tesla Autopilot é um nome meramente comercial, e que o carro, apesar de ser capaz de se dirigir sozinho em certas condições, não deve ser considerado autônomo e o motorista deve continuar atento à estrada mesmo quando liga o recurso. 

19/01/2017 às 17:16
Notícia

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Outra coisa que chama a atenção é que o acidente se deu em circunstâncias idênticas ao primeiríssimo acidente fatal a bordo de um Tesla com o piloto automático ligado, um Model S. O caso aconteceu em 2016 e foi quase a mesma história, com as investigações concluindo que a inteligência artificial não foi capaz de reconhecer o caminhão por causa das condições de luminosidade.

Só que o sistema do piloto automático mudou de lá pra cá. A tecnologia envolvida no acidente de 2016 com o Model S era baseada numa criada pela Mobileye, empresa israelita que foi adquirida pela Intel. Naquele mesmo ano a Tesla rompeu com essa startup e começou a desenvolver o próprio Autopilot, mas parece que nesse ponto específico a tecnologia não foi corrigida ou atualizada de maneira a evitar um problema conhecido, o que tem sido alvo de críticas a respeito do novo acidente.

Em sua defesa, a Tesla fez a seguinte declaração:

"Nós estamos profundamente entristecidos por esse acidente e nossos pensamentos estãoc om todos afetados po essa tragédia. Motoristas de carros Tesla acumularam mais de um bilhão de milhas com o Autopilot ligado, e nossos dados mostram que, quando usado de maneira apropriada por um motorista atento que esteja preparado para assumir o controle a qualquer momento, motoristas auxiliados pelo piloto automático estão mais seguros que aqueles operando sem assistência."

Fonte: Ars Technica
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João Gabriel Nogueira

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