Quadrilha usa drone da linha Inspire da DJI para entregas em presídios
Créditos: Divylgação/ Polícia Civil SP

Quadrilha usa drone da linha Inspire da DJI para entregas em presídios

Além do Inspire, outros drones também eram usados para transportar drogas, celulares e até cartas

O drone Inspire 1 da DJI, com seu gimbal rotativo de 360° e uma câmera 4k, foi desenvolvido para filmagens de áreas de difícil acesso e mapeamentos. Agora, descobriram uma nova função um pouco inusitada para a máquina: tráfico de mercadorias.

A operação policial "Voo de Ícaro" prendeu, nesta quarta-feira (8), 21 pessoas acusadas de formar uma quadrilha que usava drones para entregas em presídios do estado de São Paulo . Além das prisões, a operação cumpriu 13 mandatos de busca e apreensão dentro e fora dos presídios; os detentos, muitos líderes de facções, recebiam cartas, drogas e celulares nos pátios das unidades prisionais. A "Voo de Ícaro" foi organizada pela Polícia Civil de São Paulo e movimentou 154 agentes e 51 viaturas.

06/05/2019 às 16:04
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De acordo com a Polícia Civil, os detentos orientavam seus cúmplices que ficavam em locais abertos durante horários de "banho de sol". Então, drones, como o Inspire, entregavam objetos aos prisioneiros. Já que o barulho do Inspire não é o mais discreto do mundo, muitos eram abatidos antes que a entrega fosse completa. Cada serviço bem-sucedido rendia cerca de 40 mil reais à quadrilha, que circulava o lucro entre as contas bancárias de seus membros. Os jovens drones manipulados pelo crime foram apreendidos e estão avaliados em até R$ 16 mil.

A polícia civil afirmou que cada drone conseguia carregar até um quilo de mercadorias. O maior drone que conseguimos identificar nas fotos divulgadas é o Inspire; com o motor padrão DJI 510H, o aparelho consegue levantar com agilidade — até 1380 gramas. Abaixo você pode conferir um vídeo com testes de levantamento de peso. Então, um drone "grande" é mais do que capaz de transportar celulares e drogas.

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A Secretaria de Segurança Pública (SSP) afirmou que os suspeitos usaram aplicativos de geolocalização para ter visões aéreas das unidades prisionais. Esses tipos de aplicativos, como o Waze e até o Uber, mostram sua localização atual e trabalham diretamente com o GPS do seu smartphone. Nos caso de drones, o aplicativo da DJI utilizado para controlar as máquinas informa em tempo real a localização do aparelho e transmite a "visão" da câmera do drone para o celular.

De acordo com a investigação, haverá uma representação na justiça para que seja expedido um mandato judicial que mande desfocar áreas de segurança nessas ferramentas. No caso de aplicativos como o Waze e Google Maps, isso pode acontecer; mas, em um programa como a DJI, que recebe as imagens diretamente de uma câmera que está fisicamente no local desejado, isso já é mais complicado. Infelizmente, a investigação não informou qual foi o aplicativo usado.

 

 

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Via: Metro Jornal Fonte: Estadão
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Tadeu Mattos