E se um asteroide atingisse a Terra? Simulação prevê possíveis consequências do impacto
Créditos: Motherboard

E se um asteroide atingisse a Terra? Simulação prevê possíveis consequências do impacto

Como era de se esperar, muita destruição e problemas diplomáticos

Apesar de ser utilizada como piada constantemente na internet, a possibilidade de um asteroide colidir com a Terra, mesmo que daqui a milhares de anos, existe, e para tentar prever possíveis danos e mitigá-los, agências espaciais como a Nasa já trabalham em táticas para evitar a extinção da raça humana.

Durante o evento Conferência de Defesa Planetária deste ano, o órgão espacial dos Estados Unidos, em parceria com diversos especialistas do setor aeroespacial, promoveu uma simulação de impacto de asteroide na Terra e pudemos saber, de maneira oficial, quais seriam as consequências de uma situação do tipo.

Abaixo, você confere como foi o exercício, que felizmente é 100% hipotético, mas ajudou os especialistas a verem possíveis fraquezas em uma situação do tipo.

A simulação

A simulação da Nasa começou com o alerta de que um asteroide de até 300 metros de diâmetro poderia atingir a Terra em 2027. Apesar das chances serem de apenas 1%, o órgão precisava tomar atitudes para evitar o possível desastre.

14/04/2019 às 18:00
Notícia

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O objetivo do programa de testes é evitar que objetos espaciais colidam com a Terra

Um grupo de especialistas seria selecionado para estudar o corpo celeste e, em 2021, uma sonda seria enviada ao espaço para obter informações mais detalhadas do asteroide. Nesta análise, o órgão descobre que a Terra realmente será atingida e, assim como em muitos filmes, os Estados Unidos é o alvo.

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Os cálculos feitos pelos estudiosos apontam que a cidade de Denver será o ponto de impacto e será totalmente destruída. Para tentar evitar a chegada do asteroide, a Nasa coloca em ação um plano de defesa para desviar a rota do meteoro com seis sondas.

Por causa da produção demorada, o método de defesa só entra em ação no ano de 2024, quando as quatro sondas são lançadas em direção ao asteroide. Infelizmente, apenas três atingem o corpo celeste e uma pedra de 60 metros ainda continua a caminho da Terra. Com a rota desviada, agora o ponto de impacto é outro: Nova York.

Imagem: ESA | Nasa

Com um bom tempo sobrando para a chegada do asteroide, o governo dos Estados Unidos sugere lançar uma bomba nuclear para desviar a rocha que está vindo para o leste do país. O plano, porém, acaba não indo para frente por causa de tensões políticas.

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Os planos agora são de evacuar a cidade e tentar salvar o máximo de patrimônios históricos possíveis antes do impacto, que seria devastador: ao entrar na atmosfera, a rocha espacial chegaria a 69 mil km/h e causaria uma explosão mil vezes mais forte que a bomba de Hiroshima.

Como Nova York conta com 10 milhões de habitantes, a evacuação gera questões diplomáticas que vão desde quem arcaria com os custos da mobilidade de tanta gente até onde todo mundo seria abrigado. Tudo isso cerca de seis meses antes do impacto acontecer. A região do Central Park, o epicentro da queda, seria totalmente monitorada para evitar o máximo de baixas e tornar a recuperação pós-impacto mais simples.

O resultado da simulação não é tão prazeroso de ser visto, mas o objetivo do estudo é esse mesmo: imaginar cenários complicados e tentar lidar com os problemas, que vão desde a demora na construção de sondas e lançamentos de mísseis até questões diplomáticas e de teor mais humano.

Além de diversos especialistas já estarem pensando em defender o planeta, a Nasa também conta com um programa em parceria com a SpaceX para desviar possíveis asteroides. Ou seja, se uma pedra gigante vier para o lado da Terra nos próximos anos, pelo menos teremos a chance de se defender.

Via: Superinteressante, ABC Local
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