Jovem culpa e processa Apple por erro de reconhecimento facial que causou sua prisão injusta
Créditos: Forbes

Jovem culpa e processa Apple por erro de reconhecimento facial que causou sua prisão injusta

Ousmane Bah, de 18 anos, quer ser indenizado em US$ 1 bilhão pelos problemas causados

Um estudante de 18 anos está processando a Apple e quer uma indenização de US$ 1 bilhão depois de ter sido preso por causa de um reconhecimento facial equivocado do software da empresa, segundo ele.

Ousmane Bah, morador de Nova Iorque, foi preso em sua casa em novembro, acusado de ter roubado produtos de uma loja da Apple. Bah afirma em seu processo que, junto com o mandado de prisão, havia uma foto que do sistema de reconhecimento, de uma pessoa que não era parecida com ele. Além disso, o roubo aconteceu numa loja em Boston, em junho do ano passado, numa data em que Bah alega que estava em sua formatura, em Manhattan.

A suspeita do jovem é que alguém pode ter encontrado sua carteira provisória de motorista, que ele havia perdido antes. Usando sua documentação, o ladrão pode ter se identificado em uma das lojas Apple com a carteira de Bah e ter seu rosto vinculado à identidade dele. O jovem afirma que o software de reconhecimento facial das câmeras de segurança podem ter reconhecido o rosto do ladrão, mas com o nome vinculado ao jovem errado, que acabou preso.

A Apple, no entanto, afirma que não usa seu software de reconhecimento facial em suas lojas, o que tornaria o processo do jovem infundado.

05/11/2018 às 14:41
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O sistema de reconhecimento facial da Apple é um de seus principais destaques em seus aparelhos desde o lançamento do iPhone X, em 2017. A empresa passou boa parte da sua apresentação, na época, falando como as câmeras do aparelho são avançadas para oferecer um reconhecimento seguro e preciso ao usuário. Os dados do rosto e da identidade da pessoa são gravados pelo software da Apple, a fim de melhorar a cada geração

Além da Apple, também é mencionada no processo outra empresa, envolvida no sistema de segurança nas lojas físicas da maçã, a Security Industry Specialists Inc. Diferente da fabricante do iPhone, que logo afirmou que não usa reconhecimento facial em suas câmeras, essa segunda empresa preferiu não comentar sobre o caso quando foi contatada pelo pessoal da Bloomberg (de onde vem a notícia).

Fonte: Bloomberg
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João Gabriel Nogueira

João Gabriel Nogueira se formou em jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em 2015 e curte games desde muito antes. Começou com o Master System e o gosto pelos jogos eletrônicos trouxe o gosto pela tecnologia. Escrever notícias e análises de jogos, hardware e dispositivos móveis para o Adrenaline e o Mundo Conectado, além de trabalho é uma alegria e um aprendizado.

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