Governo italiano investiga eSurv por colocar apps com malware na Play Store
Créditos: 2-SpyWare

Governo italiano investiga eSurv por colocar apps com malware na Play Store

Cerca de mil pessoas teriam tido seus smartphones infectados pelos arquivos maliciosos

Promotores da cidade de Nápoles, na Itália, lançaram uma investigação sobre a empresa italiana eSurv, que foi responsável por realizar o upload de 25 aplicativos maliciosos na loja oficial do Android, a Google Play Store. Esses envios aconteceram durante um período de 2 anos e teriam infectado cerca de mil pessoas.

24/10/2018 às 18:17
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A questão ganhou um caráter mais emergencial para o governo do país europeu depois que se revelou que a eSurv foi contratada para desenvolver um sistema de interceptação passiva e ativa para a Polícia do Estado (Polizia di Stato ou PdS), uma força de segurança nacional italiana.

Site oficial: Google Play Store

De acordo com a Vice, duas fontes com conhecimento do assunto e que são próximas da companhia confirmaram que a investigação foi iniciada há quase um mês. Três semanas atrás, a polícia teria entrado no escritório da eSurv e confiscado todos os computadores, alegando suspeita de instalação de escutas.

Site oficial: eSurv

Ainda segundo a reportagem, as autoridades italianas estariam atrás de quatro pessoas especificamente. Uma delas seria Giuseppe Fasano, o chefe da eSurv, enquanto outra seria Salvatore Ansani, membro do alto gerenciamento da companhia. Até o momento, nenhum porta-voz da companhia se pronunciou sobre o assunto.

Além da eSurv, uma companhia conhecida como STM também está sendo investigada pela promotoria de Nápoles, algo que foi confirmado por um release desse escritório. A STM trabalhou em conjunto com a firma de vigilância italiana em alguns projetos – mas não ficou claro se eles contribuíram no trabalho com a Polícia do Estado.

Num comunicado oficial enviado para a imprensa, a promotoria italiana também disse que desligou a infraestrutura instalada pela eSurv. Ela teria sido usada para operar o spyware – cujo codinome era Exodus – que estava presente nos 25 aplicativos da Play Store.

No passado, tanto hackers de governos nacionais quanto aqueles de organizações criminosas já fizeram uploads de arquivos maliciosos para a loja oficial de aplicativos da Google. Isso demonstra as limitações dos filtros impostos pela empresa, que deveriam impedir malware de ser disponibilizado na Play Store.

Via: Vice 1, Vice 2, Security Without Borders, PPLWare Sapo.pt
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