WhatsApp ganha serviço de checagem de notícias na Índia
Créditos: WhatsApp

WhatsApp ganha serviço de checagem de notícias na Índia

A novidade chega ao aplicativo antes das eleições que acontecerão no país

Depois do WhatsApp ser um dos protagonistas das eleições no Brasil, o Facebook está trabalhando para o que aplicativo não seja utilizado para desinformação na Índia. A empresa anunciou uma parceria com a agência de checagem de fatos Proto para lançar um serviço de fact-checking chamado Checkpoint Tipline no país.

A novidade foi lançada na Índia por causa das eleições que ocorrem no país em 11 de abril, com o resultado final saindo em 23 de maio. O objetivo do WhatsApp é fazer com que os mais de 200 milhões de usuários do aplicativo no país utilizem o novo serviço para tirar dúvidas sobre conteúdos que recebem dentro da plataforma. 

Os usuários podem enviar um conteúdo para ser checado direto no app

Ao receber um conteúdo duvidoso de algum contato, o usuário pode enviá-lo para o número do Checkpoint Tipline, que é +919643000888, e aguardar até que um retorno seja dado. Os checadores do serviço vão classificar a informação como verdadeira, falsa, enganosa ou imprecisa, visando oferecer mais contexto para os boatos.

Além de desmentir notícias falsas, o serviço feito em parceria com a startup Proto também pretende montar um banco de dados com todas as checagens realizadas e fazer um estudo sobre o crescimento da desinformação dentro do aplicativo.


Imagem: Which.co.uk

O serviço de checagem de fatos do WhatsApp não é a primeira atitude tomada pela equipe do Facebook para evitar problemas nas eleições indianas. Segundo a Reuters, a principal rede social do grupo também está ativa no combate à desinformação. Recentemente, o site desativou 712 contas e 390 páginas na Índia e no Paquistão por ligação por comportamento suspeito envolvendo a disputa eleitoral

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A novidade está disponível na Índia e deve chegar ao resto do mundo em breve

Além de tomar atitudes para tornar seus produtos menos polêmicos, o chefe do Facebook, Mark Zuckerberg, recentemente também comentou sobre a ausência de legislações voltadas para casos como esse. Em uma postagem feita na semana passada, o CEO da maior rede social do mundo chegou a dizer que está disposto a ajudar a desenvolver regulações para a internet e deu sugestões de como isso deve ser feito pelos governos. No texto com mais de 1000 palavras, o executivo também citou o uso de plataformas online para fraudes em eleições e pediu para que os governos sejam mais ativos em relação a esse tipo de assunto.

Com a chegada de projetos como a GDPR na Europa e o apoio claro de Zuckerberg por mais legislação, tudo indica que mais países devem se movimentar para fazer regulamentações próprias para a internet.

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Via: XDA, The Verge, Reuters
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Mateus Mognon

Mateus Mognon é formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina. Vencedor do prêmio SET Universitário na Categoria Reportagem Digital, atua nos sites do grupo Adrenaline desde 2014. Atualmente, colabora para os veículos com notícias, análises e artigos envolvendo tecnologia e games.

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