Phishing foi ataque cibernético mais comum em 2018 na América Latina
Créditos: ESET

Phishing foi ataque cibernético mais comum em 2018 na América Latina

Pesquisa do Laboratório da ESET aponta que criptojacking e malware também ficaram no top 5

A companhia de segurança de tecnologia da informação, ESET, divulgou uma pesquisa onde aponta quais foram os 5 tipos de ataques cibernéticos mais comuns na América Latina durante o ano de 2018.

20/12/2018 às 12:08
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De acordo com os dados coletados pelo laboratório de pesquisa da empresa, os ataques de Phishing lideraram a lista. Vale lembrar que phishing é o tipo de golpe onde o criminoso envia uma mensagem contendo um link malicioso e tenta convencer o usuário a clicar nela.

Esse link então leva um site que rouba dados pessoas dessa vítima. A nova pesquisa aponta que as características deste tipo de golpe estão mudando com o passar do tempo. Para começar, os criminosos deixaram de agir exclusivamente por e-mail, e agora também utilizam aplicativos de mensagens instantâneas para aumentar o número de vítimas.

"As práticas de segurança que costumavam ser recomendadas continuam válidas, mas agora elas sozinhas não bastam contra o phishing, devido às novas características dos ataques. Não é mais suficiente verificar o URL, o bloqueio de segurança ou o uso de HTTPS, também é importante verificar o nome comum do site nos certificados de segurança, para compará-lo ao domínio do site em questão".
- Miguel Angel Mendoza, especialista em segurança de TI

Já o 2º lugar da lista ficou com o Criptojacking. Essa é um novo tipo de ameaça, que foi identificada inicialmente em agosto de 2017. Ela consiste no sequestro da capacidade de processamento do computador ou smartphone de outro usuário para mineração de criptomoedas.

A maneira mais comum de fazer isso é através de scripts que são executados no navegador do usuário. Ou seja, só de acessar o site um site malicioso você já pode ser vítima deste tipo de ataque.

Na 3ª posição estão os Malware, que ainda são responsáveis pela maioria dos ataques de segurança em empresas privadas da América Latina. De acordo com a ESET, seus laboratórios de pesquisa recebem 300 mil amostras de malware todos os dias.

A empresa anunciou que está começando a concentrar esforços na área de Internet das Coisas, onde amostras de vírus projetados especialmente para esses tipos de dispositivos começam a aparecer.

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O 4º lugar é das Ciberextorsões, e-mails que são criados para enganar usuários com base em informações que teriam sido obtidas para prejudicá-los. Um dos casos mais comuns era onde os criminosos tentavam provar que tinham a senha de uma vítima. No total, a estimativa é que essa campanha conseguiu obter quase US$ 500.000 de maneira ilegal.

Para completar, o 5º lugar da lista fica para a Exploração de Vulnerabilidades. A ESET relata que foram descobertas 15.300 novas vulnerabilidades em 2018. Esse número supera as 14.714 descobertas em 2017. Um exemplo é o exploit WannaCry, que teve seu uso aumentado em 600% neste ano.

Fonte: ESET
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Carlos Felipe

Apaixonado por games desde os 6 anos de idade, quando ganhou um Playstation, época em que também se divertia com o Super Nintendo dos outros. Em 2005 migrou parao PC, e aí começou a se interessar por tecnologia também. Apesar disso, nunca conseguiu largar a preferência por jogos de corrida e de esporte, principalmente os de futebol. Estuda jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina.

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