Bilhões de dólares das microtransações estão deixando produtoras míopes, avalia analista
Créditos: Giant Bomb

Bilhões de dólares das microtransações estão deixando produtoras míopes, avalia analista

Michael Pachter cobra flexibilização da estrutura de monetização de jogos pagos

O analista do mercado de games, Michael Pachter, deu seu parecer sobre um dos temas mais polêmicos da indústria nos últimos tempos: microtransações. De acordo com ele, as distribuidoras (como a Electronic Arts) estão míopes frente aos bilhões de dólares que essa estratégia tem trazido em curto prazo, sem voltar seus olhos para o futuro.

27/11/2018 às 14:39
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Segundo Pachter, o verdadeiro potencial da monetização dos games poderia ser atingido se as produtoras fossem mais flexíveis e estivessem dispostas a fornecer mais valor embutido aos jogadores que pagaram pelas suas cópias.

"O modelo para o qual eu penso que faria sentido mudar seria como as microtransações são implementadas. Eu conversei com a EA sobre isso 3 ou 4 anos atrás e eles riram de mim. Eu perguntei para eles: 'Por que vocês não pegam cada cópia de FIFA e dão para todo mundo que compra o jogo US$ 60 em ouro para o Ultimate Team?' Cada pessoa que compra Ultimate Team iria experimentá-lo – são US$ 60 de graça – e então  o Andrew Wilson realmente falou: 'Bom, nós temos pessoas gastando US$ 300 no jogo, e agora eles gastariam apenas US$ 240'".
- Michael Pachter, analista do mercado de games

Ou seja, o principal argumento do analista é para que as desenvolvedoras escolham dar moedas premium de dentro do jogo para toda versão paga que os jogadores adquiriram. Isso incentivaria as pessoas a continuarem investindo naquela experiência de jogos como serviço.

"Eu penso que os distribuidores estão míopes em relação a como eles pensam sobre sua audiência e como eles monetizam essa audiência. Eu penso que o modelo de vendas é falho, e que o modelo de microtransações tem falhas mas geralmente é um modelo melhor. E o truque é como você como desenvolvedor se afasta de vender 25 milhões de cópias de Call of Duty por ano a US$ 60 para um modelo puramente free-to-play, e a resposta é: dê US$ 60 de valor em ouro [moeda do in-game]".
- Michael Pachter, analista do mercado de games

Via: Tweak Town
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Carlos Felipe

Apaixonado por games desde os 6 anos de idade, quando ganhou um Playstation, época em que também se divertia com o Super Nintendo dos outros. Em 2005 migrou parao PC, e aí começou a se interessar por tecnologia também. Apesar disso, nunca conseguiu largar a preferência por jogos de corrida e de esporte, principalmente os de futebol. Estuda jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina.

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