Cientistas criam quadcóptero Crazyflie 2.0, menor drone totalmente autônomo do mundo

Cientistas criam quadcóptero Crazyflie 2.0, menor drone totalmente autônomo do mundo

Dispositivo usa rede neural para processar imagens da câmera e navegar sem ajuda de humanos

Cientistas da ETH Zurich (Suiça) e da Universidade de Bolonha (Itália) apresentaram o quadcóptero Crazyflie 2.0, o menor drone totalmente autônomo do mundo. De acordo com os pesquisadores, o gadget é tão pequeno que cabe na palma da mão do usuário.

A rota de voo do pequeno dispositivo é determinada pela rede neural DroNet. Ela analisa e processa as imagens vindas da câmera do drone, que grava o ambiente ao redor numa taxa de 20 quadros por segundo.

A rede neural é utilizada para determinar o ângulo de direção do Crazyflie 2.0, controlando a navegação e calculando a probabilidade de uma colisão. Caso a rede entenda que o quadcóptero vai bater, ele interrompe seu movimento na hora.

"A computação está totalmente a bordo, desde a estimativa de dado até os controles de navegação. Isso significa que os nano-drones são completamente autônomos. Esta é a primeira vez em que um quadcóptero tão pequeno pode ser controlado desta maneira, sem qualquer necessidade de sensores e computação externa. Esta metodologia continua, porém, quase inalterada usando o ângulo de direção e a predição de probabilidade de colisão [na DroNet]".
- Antonio Loquercio, mestre em robótica da ETH Zurich

No momento, porém, o Crazyflie 2.0 funciona apenas em ambientes controlados. Ele também só é capaz de evitar obstáculos ao se mover na horizontal, e ainda não é capaz de aumentar ou diminuir sua altitude com facilidade.

"[Ele] só funciona bem em experimentos limitados, onde o entorno e as tarefas de navegação são similares aos presentes na base de dados de treinamento. Ele não vai voar muito bem, por exemplo, em florestas ou em condições de tempo particularmente desafiadoras. No futuro, eu vejo eles trabalhando de maneira similar a moscas. Apesar de [não terem] padrões de voo elegantes – moscas se colidem batante com o ambiente – elas chegam nos lugares onde precisam".
- Antonio Loquercio, mestre em robótica da ETH Zurich

Via: DroneDJ
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