Justiça dos EUA indicia 13 cidadãos russos por interferência nas eleições de 2016

Justiça dos EUA indicia 13 cidadãos russos por interferência nas eleições de 2016

Grupos da Rússia seriam responsáveis por espalhar desinformação nas redes sociais

O procurador especial dos Estados Undios, Robert Mueller, indiciou 13 cidadãos russos e 3 grupos da Rússia, todos por acusação de interferência nas eleições de 2016. Em acusação publicada na última sexta-feira, o Departamento de Justiça dos EUA cita especificamente a Internet Research Agency (IRA). O grupo teria ligação com as estratégias de propaganda russa nas redes sociais.



Empregados da IRA são acusados de criar contas para "trollagem" e de usar bots para fingir discussões. O objetivo final da agência era semear o caos no cenário político durante a campanha de 2016, que acabou com a vitória do candidato republicano Donald Trump.

Os réus são suspeitos de terem cometido crimes de conspiração para fraudar as eleições dos EUA e falsidade ideológica com agravantes. Os russos teriam trabalhado desde 2014 na tentativa de interferir na política dos EUA. Eles teriam criado personalidades falsas nas redes sociais e espalhado notícias falsas em redes como Facebook, Twitter e YouTube.



"Estes grupos e páginas, que tratavam da divisiva política dos EUA e de problemas sociais, alegavam falsamente serem controlados por ativistas dos EUA quando, na verdade, eram controlados pelos réus", diz a acusação.

O governo da Rússia nega ligação com as acusações, dizendo que não há provas significativas de que eles tentaram influenciar as eleições dos Estados Unidos.

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"Estão falando de cidadãos russos, mas ouvimos em declarações vindas de Washington acusações de envolvimento do Estado russo, do Kremlin e do governo russo. Não há provas de que o Estado russo esteve envolvido nisso nem pode haver. A Rússia não interferiu, não tem o hábito de intervir nos assuntos internos de outros países, e não está fazendo isso agora."

- Dmitri Peskov, porta-voz do Kremilin

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também foi às redes sociais para negar que houve uma colaboração com o governo de Putin durante as eleições de 2016. Segundo ele, os esforços dos russos não afetaram o resultado do pleito.

"A Rússia começou sua campanha anti-EUA em 2014, muito antes de eu anunciar que concorreria a presidente. Os resultados da eleição não foram impactados. A campanha Trump não fez nada errado — sem conluio"

- Donald Trump, presidente dos EUA


Via: Cnet, O Globo
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Carlos Felipe

Apaixonado por games desde os 6 anos de idade, quando ganhou um Playstation, época em que também se divertia com o Super Nintendo dos outros. Em 2005 migrou parao PC, e aí começou a se interessar por tecnologia também. Apesar disso, nunca conseguiu largar a preferência por jogos de corrida e de esporte, principalmente os de futebol. Estuda jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina.

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