Conheça o eSIM, novo cartão SIM que é tendência e virá embutido nos smartphones [ATUALIZADO]

Conheça o eSIM, novo cartão SIM que é tendência e virá embutido nos smartphones [ATUALIZADO]

Novo chip é menor que o atual, não pode ser trocado e da mais segurança para os aparelhos

Este artigo foi reeditado, dia 20 de abril, com informações mais recentes sobre o desenvolvimento da tecnologia eSIM. Foram adicionadas mais informações gerais entre o artigo original, para complementar as informações já disponíveis.


Recentemente Google e Apple apresentaram aparelhos que utilizam a tecnologia eSIM, um cartão que substitui o popular chip SIM anterior. Até agora o micro chip é utilizado no Google Pixel 2Google Pixel 2 XL e pela Apple no Apple Watch series 3. 

eSim permite melhorias nas funcionalidades de dispositivos eletrônicos mobiles com conexão e gera melhor experiência para o consumidor oferecendo a possibilidade de um design melhor e soluções para problemas de conectividade. 


O que é SIM?

O cartão SIM é responsável pela comunicação de dispositivos utilizando uma rede GSM, Global System of Mobile Communications, ou Sistema Global para Comunicações Móveis. É ele basicamente que permite que você se comunique na rede utilizando seu dispositivo mobile.

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Além de armazenar dados pessoais como agenda telefônica, preferências de configuração, também serve para fazer a identificação na rede, gravando planos e servindo para o controle de informação. A sigla SIM significa Subscriber Identity Module, ou módulo de identidade do assinante.


O que é eSIM?

A letra de eSIM significa Embed (embutido em inglês), portanto este é um cartão SIM embutido, soldado diretamente na placa-mãe do dispositivo durante a fabricação. Ele é capaz de desempenhar todas as funções do SIM anterior e possui recursos como M2M (Machine to Machine) e Remote provisioning.

Esta última tecnologia mencionada é o que possibilita a troca de operadora sem que o usuário precise trocar de chip, já que ele é soldado e isso não seria possível.

Com o eSIM é possível cadastrar mais de uma operadora em um único chip, sem precisar trocar de cartão e perder as informações contidas nele. Este vídeo explica de maneira bem simples: 

As próximas gerações devem migrar para esta tecnologia muito em breve, uma transição que deve acontecer aos poucos mas que se concretizará. A Samsung deve adotá-la nos seus próximos topos de linha e deve ser seguida pelas outras empresas mesmo que muitos ainda utilizem o micro SIM. 

Exemplos de smartphones com Micro-SIM:

iPhone 4 e 4s
Galaxy Note II, S III, S4, Ativ S, Express
Razr, Rarz HD, Rzr Maxx, Razr i 
LG Optimus G, Optimus Vu, Nexus 4
Sony Xperia P, Xperia L, Xperia ZQ

Exemplos de smartphones com Nano-SIM:

iPhone 5, 5C e 5S
Galaxy Note III 
Sony Xperia Z3 Compact e Xperia Z3
iPhone 6 e iPhone 6 Plus
BlackBerry Passport


Por que diminuir o tamanho?

 

Em um mundo em que fabricantes estão sempre tentando fazer seus produtos serem mais leves, menores, mais finos e terem design mais limpo, toda evolução em tamanho conta muito. Ganhar espaço pode ser uma maneira de aumentar a bateria ou inserir alguma outra funcionalidade. 

Abaixo você vê uma imagem com todos os cartões SIM lançados até agora, em 1991 ele tinha o tamanho de um cartão de crédito (!)

Fonte: GSMArena

Full-Size SIM - 85,60 x 53,98 x 0,76
Mini SIM - 25 x 15 x 0.76 mm
Micro-SIM - 15 x 12 x 0.76 mm
Nano-SIM - 12,3 x 8,8 x 0.67mm
eSIM - 6 x 5 x 1mm

A nova redução pode até parecer exagero, mas se você pensar em um relógio inteligente, por exemplo, qualquer milímetro conta para as melhorias. Como nosso mundo está cada vez mais conectado, é importante que este tipo de melhoria aconteça, com mais funcionalidades em tamanhos reduzidos. 


Segurança

O eSIM se destaca principalmente no quesito de segurança e é um dos maiores benefícios em alterar o sistema SIM usado atualmente. Ele é desenvolvido com um link criptografado especificamente para cada aparelho e número, esse tipo de criptografia se chama MNO (Mobile Network Operation) e protege contra adulterações ou possíveis invasões hackers.

Além disso, o eSIM usa uma chave exclusiva que busca uma verificação por meio de um servidor terceiro, toda a vez que uma substituição de perfil for solicitada. Esse processo é conhecido como: Proteção de dados de gerenciamento de assinatura, ou simplesmente pela sigla SM-DP+. Um exemplo é quando o usuário quiser trocar de aparelho e passar o atual para outra pessoa, o processo é mais complexo que apenas trocar o SIM, já que isso é feito digitalmente e não manualmente e passa por todos os processos de segurança necessários. Apesar de exigir algum esforço, ele previne que qualquer um consiga trocar esse perfil, evitando golpes e dificultando o repasse de aparelhos.

O fato de precisar fazer essa verificação para substituição elimina um dos principais problemas com smartphones de alto valor: roubo. Quando o smartphone for perdido, seja por um assalto ou por ter esquecido em algum lugar, vai ficar muito mais fácil de fazer o bloqueio por meio da operadora e o aparelho vai se tornar inútil para um comprador ou para outro usuário. Apesar de não ser efetivamente o fim do assalto aos celulares, pode ser uma alternativa de maior segurança, conforme a expansão da tecnologia a viabilidade vai se tornar cada vez menor e pode ser que os assaltos a dispositivos móveis fiquem mais raros.

O eSIM promete portanto uma mudança da segurança tanto interna, por meio do software e de um processo embarcado, como também pode ajudar o smartphone fisicamente como um todo. Esse é a principal vantagem encontrada em migrar de sistema e pode ser muito benéfica para usuários que compram aparelhos topo de linha que estão chegando ao mercado por um valor cada vez mais elevado. 


Disponibilidade

Um dos principais problemas que o eSIM está encontrando é a falta de suporte pelas operadoras, que ainda não se adaptaram para a nova tecnologia. No Brasil poucas operadoras oferecem o serviço, apesar de que as demais já se manifestaram afirmando que estão trabalhando para dar suporte o mais breve possível. Como toda mudança de tecnologia leva tempo para ser implementado até começar a ser usual, portanto é compreensível que as empresas levem tempo para se adaptar

07/05/2019 às 09:48
Notícia

Representante da Claro diz que eSIM vai substituir chip SIM e...

Novo chip é menor que o atual, não pode ser trocado e possibilita a utilização de diferentes redes

No Brasil, a Claro já tem o suporte integral para a migração do sistema, mais direcionado para os smartphones da Apple, iPhones XS, XS Max e XR, lançados em 2018, e explica em seu site para seus clientes o que é o eSIM e como fazer a troca. Ela diz que ele é uma evolução do SIM convencional e fala ainda que “O e-chip é uma facilidade da Claro que permite ativar nossos serviços e funcionalidades da rede celular no seu smartphone ou smartwatch com eSIM."

Apesar do site de suporte do eSIM da Apple listar apenas a Claro como operadora brasileira que disponibiliza o serviço, a Vivo também diz dar o mesmo suporte aos usuários. A empresa enfrentou problemas na migração e teve uma “pane” e teve dificuldades para regularizar a situação. Entramos em contato com Vivo questionando sobre a disponibilidade do serviço e a empresa respondeu: 

“A Vivo informa que, desde novembro de 2018, disponibiliza o serviço de habilitação do e-SIM para todos os seus clientes pós-pago que possuem dispositivos móveis – smartphones e smartwatches – embarcados com este recurso e homologados pela Anatel, como o Galaxy Watch, iPhones Xr, Xs, Xs Max, além do Apple Watch Series 4. A tecnologia e-SIM está bastante avançada e a Vivo já tem trabalhado para integrar e certificar todos os fabricantes que têm recebido a demanda de produção de aparelhos embarcados com o SIM Card virtual. E, tão logo novos modelos com esta tecnologia estejam disponíveis no mercado e sejam homologados pelo órgão regulador, é de total interesse da operadora em integrá-los ao portfólio de suas lojas físicas e online.” - Vivo

Ou seja, a operadora não irá fornecer o serviço para aparelhos importados que ainda não tem a regulamentação do órgão Anatel. A Tim e a Oi foram contactadas, mas até o momento desta publicação não se posicionaram sobre a disponibilidade de suporte para o eSIM.


Como é feita a migração do SIM para o eSIM?

O processo de migração é feito de acordo com a política da empresa, tanto da operadora como o sistema que está sendo instalado. Pode ser que haja pequenas diferenças entre operadoras posteriormente, principalmente com aparelhos Android, mas a base é feita do mesmo jeito, já que leva em consideração o sistema operacional do dispositivo que estiver sendo configurado. 

Quando o cliente adquire o e-Chip, (que possui uma taxa pela Claro que é o mesmo preço de um SIM convencional), ele recebe um QR Code que permite o download de um perfil de acesso à rede da operadora. Depois o usuário precisa seguir os passos indicados por esse perfil, que é o “perfil de usuário” para ativar o eSIM. Esse processo precisa ser refeito para ativar outra conta.

Você pode fazer a troca remotamente, não é obrigatório ir até uma loja física da operadora, mas se enfrentar dificuldades para fazer a migração você pode ir até um dos pontos para receber auxílio. Quando você ativa o eSIM a sua conta SIM convencional é automaticamente desativada, portanto não é possível usar o chip com a mesma conta em outro aparelho por exemplo.

Para os smartphones com Android, como o Google Pixel 3, (que não é homologado pela Anatel, pois não é vendido oficialmente no Brasil) o processo é semelhante, é possível passar pelas análises de segurança com o QR Code e a ativação também é feita remotamente, a Google oferece um serviço de telefonia, a Google Fi, que tem cobertura para os Estados Unidos e facilita o processo para os seus usuários. Para ativar basta seguir os passos indicados na tela pelo dispositivo e a Google recomenda que se o processo não funcionar que seja ativada a rede SIM normalmente. 

O eSIM permite usar mais de uma operadora, sem precisar de multiplos chips

O iPhone dá a opção de usar ambos os chips simultaneamente para funções separadas, como por exemplo: definir o chip Primário como padrão, deste modo os seus dados serão usados para ligações, SMS, dados móveis de internet, iMessage e FaceTime. Enquanto isso a linha Secundária estará disponível apenas para ligações e SMS. Caso decidir usar a linha secundária como padrão a ordem é invertida. Além disso, há a opção de usar a rede Secundária apenas para os dados móveis, o que vai permitir que seja cobrado apenas a internet do plano, enquanto as demais funções de telefonia vão ser usadas pelo outro SIM. Lembrando que isso é um padrão adotado pelos iPhones de 2018 e não quer dizer necessariamente que será assim em smartphones Android.

Até os últimos aparelhos lançados a Apple não tinha suporte para dispositivos dual SIM, que é um recurso muito apreciado pelos usuários brasileiros, com a integração do eSIM nos dispositivos a empresa da maçã começou a liberar os seus usuários a possibilidade de usar mais de uma operadora em seu dispositivo, podendo alterar entre linhas pessoais e de trabalho, por exemplo, podendo desativar qualquer uma delas, a qualquer momento.


Prós:

- Segurança
- Menos propenso a falhas mecânicas
- Pode ser usado em dispositivos menores (smartwatches)
- Possibilidade de desativar e ativar remotamente
- Facilita a portabilidade entre operadoras
- Pode fazer o cadastro de mais de uma linha no aparelho, podendo alternar de operadora
- Facilita smartphones serem a prova d’água, por reduzir uma entrada
- Contratar outra operadora local em viagens internacionais para melhorar a cobertura e diminuir os custos
- Possibilidade de múltiplas operadoras, sem necessidade de vários chips
- Sem riscos de “quebrar” fisicamente

Contras:

- Mais trabalhoso em trocas de aparelhos
- Se o smartphone ficar sem bateria, não será possível usar o eSIM em outro dispositivo
- Poucas operadoras tem suporte no Brasil 
- Suporte apenas para iPhones XS, XS Max, XR

Via: Gizmodo, AndroidPit Fonte: Truphone
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