Meta, dona do Facebook, é processada por recolher dados de saúde para publicidade

Empresa rastreava conteúdos confidenciais de pacientes, incluindo doenças, médicos e medicamentos prescritos

Meta, dona do Facebook, é processada por recolher dados de saúde para publicidade
Créditos: Créditos: pixabay.com / Publicado por "KNFind"

Recentemente, a Meta, dona do Facebook, o UCSF Medical Center e a Dignity Health Medical foram alvos de uma nova ação no Distrito Norte da Califórnia, nos Estados Unidos. As empresas foram processadas por coletar ilegalmente informações confidenciais de saúde dos pacientes para publicidade direcionada.

Segundo a denúncia, sites de 33 dos 100 principais hospitais dos EUA e portais da Web protegidos por senha de sete sistemas de saúde, incluindo UCSF Medical Center e Dignity Health Medical Foundation, incluíram a ferramenta de monitoramento Pixel da Meta para reunir dados de pacientes, compartilhando-os com o Facebook, o que viola as regulamentações estaduais e federais.

Informações confidenciais

De acordo com o site Computing, as informações incluíam conteúdos altamente confidenciais dos pacientes, como doenças, médicos e medicamentos prescritos. O portal ainda afirma que o Meta Pixel é um trecho de código que pode ser incorporado em um site de terceiros para rastrear as atividades dos usuários enquanto navegam no site. Dessa forma, cada página visitada pelo paciente é rastreada e registrada pela ferramenta da empresa.

O processo ainda revela que mesmo que a pessoa não tenha um conta na rede social da Meta, a coleta de informações ainda ocorria. E aos que possuem contas no Facebook, as informações coletadas são vinculadas para conteúdos de publicidade direcionados. Além disso, o documento revela que os pacientes não são informados sobre a coleta do dados pelos hospitais ou pela Meta, não sendo solicitados a dar seu consentimento para o compartilhamento de seus diagnósticos ou futuros tratamentos.

A denúncia ainda ressalta que em diversos casos, além de propagandas no Facebook, as pessoas receberam anúncios em seus e-mails, promovendo serviços médicos sem qualquer respaldo científico.

Agora, o processo busca pedidos de reparação relevantes para a invasão de privacidade, violação de confidencialidade de informações médicas, enriquecimento sem causa, acesso a Dados de Computador e Lei de Fraude (CDAFA) e Lei Federal de escuta telefônica.

Via: Computing

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