CEO do WhatsApp diz que não deixará governos acessarem mensagens de usuários

Chefe de desenvolvimento do app da Meta criticou uma nova política britânica de segurança

CEO do WhatsApp diz que não deixará governos acessarem mensagens de usuários
Créditos: Eyestetix Studio on Unsplash

O recurso de criptografia de dados de ponta a ponta é um dos principais recursos presentes no WhatsApp, permitindo que os usuários conversem entre si sem medo das suas mensagens serem espionadas. Mas um novo projeto de lei do Reino Unido quer acabar com isso, visando o monitoramento de possíveis crimes, algo que o CEO do WhatsApp diz ser contra e que não irá permitir no seu app.

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Com os novos regulamentos estabelecidos na Lei de Segurança Online, o país europeu pretende detectar atividades legais mas prejudiciais, abusos e assédios de forma online. Além disso, essa nova política, que teve a sua aprovação adiada, também permitirá que o governo detectasse fotos de crimes, como abuso sexual infantil, através da verificação de mensagens privadas, o que acabaria com a tecnologia de criptografia de ponta a ponta (E2EE) da plataforma da Meta.

Em resposta a isso, Will Cathcart, CEO do WhatsApp, afirmou à BBC que esse tipo de varredura não funciona na prática. Cathcart aponta que seria necessário diminuir a segurança de todos os seus usuários globais para atender um mercado bastante pequeno para a plataforma.


Créditos: Divulgação WhatsApp

“A varredura do lado do cliente não pode funcionar na prática. Se tivéssemos que diminuir a segurança para o mundo, para acomodar o requisito em um país, isso... seria muito tolo para nós aceitarmos, tornando nosso produto menos desejável para 98% de nossos usuários por causa dos requisitos de 2%.”
- Afirmou o CEO do WhatsApp para a BBC.

O chefe do aplicativo do Facebook afirmou que essa projeto de lei defende que o mensageiro, e outros apps de conversas, tenham que ler diretamente ou indiretamente as mensagens dos usuários, algo que eles podem não gostar. Cathcart afirma que o WhatsApp é uma das plataformas que mais relata casos de abuso infantil e que existem técnicas mais eficientes, e menos invasivas, que não foram consideradas pelo governo britânico.

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O NeoWin destaca as críticas de Andy Burrows, chefe de política on-line de segurança infantil da NSPCC (órgão britânico de proteção à criança) ao mensageiro da Meta. Ele afirma que o WhatsApp preferir se retirar do Reino Unido do que cumprir com suas leis é uma “oposição ideológica”, afirmando que “medidas de preservação de privacidade para detectar abuso infantil são tecnicamente viáveis”.

Fonte: BBC, NeoWin

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