Mercado de tablets tem queda de 31% no Brasil

Expectativa é que mercado siga retraindo no decorrer deste ano

Mercado de tablets tem queda de 31% no Brasil
Créditos: Sales Soluitons/Unsplash

O mercado de venda de tablets no Brasil registrou uma queda de 31% no decorrer do primeiro trimestre deste ano se comparado com o mesmo período do ano passado. De acordo com o estudo realizado pelo IDC Brasil, 713 mil produtos foram vendidos entre os meses de janeiro a março deste ano, gerando cerca de R$ 736 milhões.

Do total de vendas registrados, 367 mil foram destinados para o varejo, enquanto 346 mil tiveram as vendas registradas para o setor corporativo. A maior parte das quedas no número de tablets vendidos, entretanto, ficou no primeiro setor. Isso porque o varejo consumiu 45% menos produtos em comparação com o primeiro trimestre do ano passado.

"O recuo nos três primeiros meses deste ano se deu, principalmente, em função das questões econômicas que vêm reduzindo o poder de compra da população, como a alta da inflação e da taxa de juros", afirmou Daniel Voltareli, analista de mercado de TIC da IDC Brasil.Sales Soluitons/Unsplash.

O estudo também apresentou que dos 346 mil tablets voltados para o mercado corporativo, 260 mil foram para a educação. Também houve um aumento na procura feita por empresas, principalmente as tida como de pequeno porte que possuem até 99 funcionários.

Os R$ 736 milhões arrecadados com a venda de tablets no primeiro trimestre deste ano veio após uma redução de 23% se comparado com os meses de janeiro a março do ano passado. Entretanto, o produto acabou encarecendo, ficando cerca de 10% mais caro em relação ao ano anterior.

Sem expectativa de melhora

Os números apresentados pelo IDC Brasil podem estar longe de apresentar uma melhora no decorrer deste ano. Isso porque a expectativa é que haja uma forte retração no mercado de tablets. Entre os principais fatores está o desaquecimento das vendas no varejo. Os estudos indicam que haverá uma queda superior a 20%.

“Essa projeção contempla a situação econômica do país, com alta da inflação e da taxa de juros, o que diminui o poder de compra dos consumidores. Além disso, a falta de componentes e a escalada dos custos logísticos também são fatores relevantes para a queda. Provavelmente, só veremos uma melhora clara do cenário no próximo ano”, projeta Voltarelli.

A mesma retração pode ser sentida no setor corporativo. Em quase todos os segmentos a projeção é de retração, com exceção do corporativo privado. Nele, o IDC Brasil acredita que as vendas de tablet se mantenham estáveis até o fim deste ano.

“Essa projeção de retração se deve ao momento político do país, que vive ano de eleições. A tendência é que os acordos em educação sejam reduzidos até ano que vem, quando o rumo presidencial estará definido. No mercado corporativo privado, entretanto, a IDC espera que as vendas se mantenham no mesmo patamar, muito em virtude do atual movimento de adaptação às novas condições de trabalho híbrido, que favorecem os negócios no B2B".

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