Apple, Amazon, Microsoft e Google teriam usado ouro extraído ilegalmente no Brasil

Reportagem revela como ouro ilegal vai parar no seu celular e computador

Apple, Amazon, Microsoft e Google teriam usado ouro extraído ilegalmente no Brasil
Créditos: Pixabay/Reprodução

Ouro extraído ilegalmente de terras indígenas brasileiras são utilizados por Google, Amazon, Microsoft e Apple para composição de seus produtos, como smartphones e computadores. 

Em uma reportagem publicada hoje (25), no site Repórter Brasil, o jornalista Daniel Camargos denuncia que a extração ilegal de ouro na Amazônia segue um trajeto até chegar aos produtos das 4 maiores empresas de tecnologia do mundo através de duas refinadoras, a italiana Chimet e a brasileira Marsam.

Ouro ilegal no seu celular

A reportagem teve acesso a documentos que comprovam a aquisição de ouro extraído ilegalmente por parte dessas Big Techs através de refinadoras que estão ou já sofreram processos na justiça brasileira envolvendo a extração de ouro em terras indígenas ou conflitos com os povos originários que resultaram em mortes.

A denúncia se faz importante porque boa parte dos produtos desenvolvidos por essas gigantes do setor tecnológico utilizam filamentos de ouro em sua construção. Então, seja através de servidores, no caso do Google, Amazon e Microsoft ou smartphones e computadores, no caso da Apple, o ouro é utilizado em algum momento na composição de seus principais produtos.

 

As duas refinadoras apontadas na reportagem, Chimet e Marsam, tem um histórico ruim com a justiça brasileira. A italiana Chimet é investigada pela Polícia Federal por ser receptora de minérios extraídos ilegalmente por seus fornecedores de garimpos clandestinos da Terra Indigena Kayapó; a empresa brasileira Marsam, tem como fornecedora a FD’Gold DTVM (Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários) - que tem como fundador, Dirceu Frederico Sobrinho, ex-sócio da Marsam, presidente a Anoro (Associação Nacional do Ouro) e lobista para legalização do garimpo em terras indígenas -, acusada pelo Ministério Público Federal de comprar ouro extraído de terras indígenas, como os territórios do povo Kayapó e Munduruku, no Pará. Lembrando que a extração de mineral em terras indígenas brasileiras é inconstitucional.

A Apple se manifestou antes mesmo da reportagem ser publicada e já retirou uma das empresas - Marsam -, da lista de fornecedores. Amazon, Google e Microsoft, não negaram que já compraram desses fornecedores, mas não comentaram sobre o caso.

Embora elas não tenham se manifestado especificamente sobre a situação, em relatório entregue ao governo estadunidense, as gigantes da tecnologia (Amazon, Google, Microsoft e Apple) demonstraram preocupação e comprometimento com questões relacionadas à sustentabilidade, transparência e responsabilidade socioambiental.

Existem diversas questões a serem discutidas acerca deste problema, como mais rigidez na fiscalização ao garimpo ilegal, proteção das terras indígenas - povo que tem sido massacrado pelo interesse do garimpo -, mais transparência em toda a cadeia que compõe a extração, compra e venda desses minérios. Infelizmente, na conjuntura atual, casos assim se tornaram comuns e difíceis de combater e, por isso, denúncias como essa são tão importantes.

Via: Reuters Fonte: Repórter Brasil

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