É o fim? Smartphones vão substituir as câmeras DSLR em breve

Canon e Nikon param de investir no desenvolvimento de DSLRs

É o fim? Smartphones vão substituir as câmeras DSLR em breve

Atualmente, a ideia de que os smartphones substituirão as DSLRs parece muito improvável. Mas o caminho já está traçado. A gigante Nikon se juntou à Canon ao deixar de investir em futuras DSLRs, câmeras digitais reflex de lente única (com espelho).

A Canon anunciou, em dezembro, que o 1DX Mk III seria seu último corpo de câmera profissional. A empresa diz que, por enquanto, continua a desenvolver DSLRs mais básicas, o que não deve durar muito tempo. 

Agora, de acordo com o site Nikkei Asia, a Nikon interrompeu completamente o desenvolvimento de DSLRs. A D6 será o último modelo digital reflex de lente única profissional da empresa japonesa e a D3500, seu último modelo básico. O motivo seria a intensificação da concorrência de câmeras de smartphones.

A Nikon planeja concentrar recursos em câmeras mirrorless (sem espelho), que se tornaram produtos populares com as tecnologias digitais mais avançadas.

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Em comunicado à imprensa, no entanto, a empresa afirmou que o artigo da Nikkei era “especulação" e que "a Nikon não fez nenhum anúncio a esse respeito”. Reforçou, ainda, que “a Nikon continua a produção, vendas e serviço de SLR digital”.

Em junho, a empresa japonesa anunciou que estava descontinuando duas de suas DSLRs mais acessíveis, a D3500 e a D5600, com o objetivo de se concentrar em “câmeras e lentes de médio a alto nível, voltadas para fotógrafos profissionais e amadores”. A empresa também foca em fortalecer os produtos para o público jovem, “para quem o vídeo é o foco principal”.

A ascensão e queda das SLRs

A fotografia profissional está virando história. As câmeras de lente única reflex (SLR), com espelho, foram o primeiro projeto a dar aos fotógrafos uma visão real da foto que estavam tirando. Elas funcionam usando dois espelhos em ângulo de 45 graus para criar um periscópio, permitindo que o fotógrafo olhe através da lente. Quando o botão do obturador é pressionado, o espelho principal se afasta para permitir que a luz chegue ao filme.

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As SLRs digitais (DSLRs) adotaram o mesmo design, simplesmente substituindo o compartimento do filme por um sensor digital. As lentes e acessórios das SLRs ainda podem ser usados, proporcionando aos fotógrafos uma transição acessível do filme para o digital – o maior investimento costuma ser em lentes e não em corpos de câmera.

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Nikon e Canon foram os dois principais players do ramo. A Nikon fez sua primeira SLR em 1959 – a venerável Nikon F – e sua primeira DLSR profissional em 1999, na forma da D1. Os corpos profissionais de um dígito da série D progrediram até o atual D6, lançado há pouco mais de dois anos, e que agora será o último.

A principal vantagem do design SLR – permitir que os fotógrafos vejam através da lente – deixou de existir com o advento dos visores e telas digitais. Embora o  pessoal old school ainda prefira visores ópticos, a maioria dos fotógrafos da nova geração ficou feliz em carregar câmeras mais leves e menos volumosas. 

A ascensão das câmeras mirrorless

As câmeras mirrorless (sem espelho), antigamente, eram conhecidas como a DSLR dos pobres, oferecendo sensores menores e lentes intercambiáveis de qualidade inferior. No entanto, com o tempo, os fabricantes perceberam que havia um mercado para câmeras e lentes sem espelho que ofereciam qualidade semelhante às DSLRs, mas de forma mais compacta.

Fotógrafos de viagens e casamentos foram os primeiros a ver os benefícios de um kit mais compacto e leve, e a Nikon e a Canon começaram a lançar câmeras mirrorless como uma alternativa interessante às DSLRs.

O primeiro movimento da Nikon no mercado de câmeras mirrorless veio em 2011, com a Nikon 1. Mas foi apenas com o lançamento da Nikon Z 7 em 2018 – e uma variedade de lentes correspondentes – que ela ofereceu uma câmera que poderia competir seriamente em qualidade de imagem e usabilidade com as DSLRs.

Smartphones

Os smartphones se tornaram as câmeras mais populares do mundo. Embora ainda não seja comum usar um smartphone como substituto de uma DSLR, o aumento na qualidade e capacidade ao longo dos anos tende a levar a isso. 

Ainda estamos longe, no entanto, do dia em que um smartphone irá substituir as câmeras mirrorless de uso profissional.

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A transição não será da noite para o dia e não será direta, mas já estamos nesse caminho – e as notícias recentes são um grande passo nessa jornada.

Fonte: 9to5mac, The Verge

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