Desafio do Blackout: pelo menos 7 crianças já morreram após vídeos que circulam no TikTok

Esta não é a primeira vez que a rede social enfrenta sérios problemas com a justiça

Desafio do Blackout: pelo menos 7 crianças já morreram após vídeos que circulam no TikTok
Créditos: pixabay.com / antonbe

Uma tendência no TikTok gerou sérias preocupações para várias famílias e, especialmente, aos pais de crianças que acessam a rede social. Conhecido como “Desafio do Blackout”, o viral estava induzindo jovens a repetirem atividades que colocariam as suas vidas em risco, como incentivar os participantes a perderem a consciência por meio de sufocamento em uma competição online. O escritório de advocacia Social Media Victims Law Center afirmou categoricamente que “a plataforma está disponibilizando conteúdos perigosos para as crianças, sem se preocupar com a segurança”.

21/06/2022 às 15:15
Notícia

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Podem ser ressaltados dois casos. Com relação à Arriani Arroyo, residente de Wisconsin (EUA), tinha apenas 9 anos, e faleceu em fevereiro de 2021, depois de tentar fazer parte da tendência. Enquanto o seu pai estava ocupado, o irmão mais novo, Edwardo, foi para o aposento que a garota estava, e notou que ela não estava mais se mexendo.

Quando o responsável tentou auxiliar a menina, ela já estava inconsciente. Posteriormente, ao chegar no hospital, os médicos a colocaram em um ventilador; contudo, naquele momento, nada mais pôde ser feito.

O segundo caso foi o de Lalani Walton, de oito anos, residente do Texas, também nos Estados Unidos. Segundo denúncias, a criança publicava vídeos dançando e cantando, tentando se tornar popular. Em meados de junho do ano passado, a rede social começou a sugerir os vídeos perigosos, estimulando que os usuários replicassem atitudes explicadas — como praticar estrangulamentos com cintos e/ou outros itens similares.

(Ilustração / Créditos: pixabay.com / mirkosajkov)

A família notou alguns hematomas no pescoço, mas a menina afirmava ter sofrido acidentes ao cair. Só então os responsáveis descobriram que Lalani estava viciada em vídeos com a tendência perigosa e, logo mais, a encontraram inconsciente no seu quarto. Em análises da polícia sobre o caso, concluíram que, em uma tentativa de ficar famosa, a jovem replicava os desafios várias vezes, atitude que causou a sua morte.

Infelizmente, não foram as únicas vítimas. Confira:

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  • Uma de 10 anos, na Itália. Faleceu em janeiro de 2021;
  • Mais uma de 12 anos, em Colorado (EUA), faleceu em março do mesmo ano;
  • Outra de 14 anos, na Austrália, morreu em junho de 2021; 
  • Vítima de 12 anos, residente de Oklahoma (EUA), com a morte registrada em julho de 2021;
  • Por último, mas não menos importante, mais uma jovem vida de apenas 10 anos foi perdida na Pensilvânia (EUA), em dezembro.

Como resposta para os graves relatos, o aplicativo bloqueou pesquisas para o “desafio”, substituindo por mensagens com diversos avisos de segurança para os interessados. Independentemente do posicionamento do TikTok, recomendar vídeos perigosos irrestritamente para os seus usuários é uma prática que está sendo mitigada gradativamente, visando otimizar o algoritmo para evitar que casos similares voltem a acontecer.

Esses não foram os únicos problemas com a justiça que o app enfrentou na sua curta história. Em 2019, desembolsaram US$ 5.7 milhões (~ R$ 30 milhões) para resolver uma questão levantada, que os acusavam de permitir o cadastro de usuários menores de 13 anos sem a autorização dos pais. Cerca de 1 (um) ano depois, foi implementada uma opção permitindo aos responsáveis conectarem as suas contas pessoais nos perfis dos filhos, para controlar o conteúdo consumido — e poder verificar quanto tempo o ambiente virtual está sendo utilizado.

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Via: theverge.com Fonte: revistacrescer.globo.com, arstechnica.com

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