Cientistas sugerem que você armazene seu cocô ainda jovem para utilizá-lo no futuro

As fezes seriam usadas para restaurar o microbioma intestinal desequilibrado e até tratar doenças autoimunes

Cientistas sugerem que você armazene seu cocô ainda jovem para utilizá-lo no futuro
Créditos: TurboSquid

Especialistas pelo mundo estão debatendo sobre a possibilidade de criar um "banco de fezes" em prol da saúde. De acordo com eles, as pessoas poderiam armazenar uma amostra fecal na juventude, que seria usada para restaurar o microbioma intestinal desequilibrado, se necessário.

Os transplantes de microbiota fecal (FMT) são um tratamento padrão para infecções crônicas causadas por Clostridioides difficile, ou C. diff. Limpando o microbioma intestinal com antibióticos e, em seguida, introduzindo fezes saudáveis de doadores, o microbioma pode ser redefinido de forma a impedir o retorno de bactérias C. diff prejudiciais, como explica o Gizmodo com base no artigo publicado hoje. O microbioma intestinal é composto por uma diversa gama de bactérias, vírus, protozoários e fungos que vivem no trato gastrointestinal, que ajudam no funcionamento do organismo.

20/06/2022 às 18:57
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Claro, os cientistas sabem que haveria uma boa quantidade de desafios na criação desse banco de amostras. Alguns deles, apenas de início, seriam encontrar as condições ideias de armazenamento e custo. Bancos de longo prazo provavelmente também exigiriam armazenamento de nitrogênio líquido.

Outro ponto é que seria difícil prever "prever os efeitos das fezes do doador no microbioma de um receptor". Por isso, uma possibilidade mais "segura" seria armazenar as fezes saudáveis de uma pessoa jovem e depois transplantá-las nesse mesmo paciente em uma data posterior em situação de doença. Esse conceito é conhecido como transplante autólogo, e já é utilizado em outras áreas da medicina.

O professor de medicina em Harvard Scott T. Weiss diz ainda que “os FMTs autólogos têm o potencial de tratar doenças autoimunes como asma, esclerose múltipla, doença inflamatória intestinal, diabetes, obesidade e até doenças cardíacas e envelhecimento”.

A proposta vem de pesquisadores da Harvard Medical School e do Brigham and Women’s Hospital (BWH). O artigo foi artigo publicado na Trends in Molecular Medicine.

Atualmente, apenas um grande banco de fezes sem fins lucrativos nos Estados Unidos oferece às pessoas a opção de armazenar seu próprio cocô.

Via: Gizmodo Fonte: Trends in Molecular Medicine

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