Acelerador de partículas mais poderoso do mundo é reativado na Suíça

Após manutenção que durou quase 3 anos, o LHC volta a funcionar

Acelerador de partículas mais poderoso do mundo é reativado na Suíça
Créditos: Valentin Flauraud/Imprensa Francesa/Getty Images

O maior acelerador de partículas do mundo, o Grande Colisor de Hádrons (Large Hadron Collider - LHC), foi reativado após três anos de manutenção. Localizado na Suíça, próximo a fronteira com a França, o gigantesco dispositivo faz parte do Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (CERN) e foi responsável pela descoberta da partícula bóson de Higgs, um dos maiores marcos da física quântica. 

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Nesta terça-feira (05), os pesquisadores coletaram dados dos feixes acelerados pela primeira vez, desde o início da manutenção. O LHC possui cerca de 12 mil cientistas associados, que realizam pesquisas sobre o universo, na busca por novas partículas subatômicas. De acordo com uma reportagem da BBC, o LHC foi aprimorado para ampliar sua capacidade de coleta de dados, com a intenção de descobrir mais detalhes sobre a matéria negra que compõe o universo. 

O acelerador começou a ser colocado para funcionar no final de abril de 2022. Na época os feixes de prótons estavam circulando em níveis de energia muito baixos e foram acelerados aos poucos, para garantir a segurança do processo. Foram quase dois meses de procedimentos para chegar até a primeira nova coleta de dados, realizada nesta terça-feira. O Chefe de Feixes da CERN, Rhodri Jones, afirma que com o trabalho realizado no LHC será possível coletar nos próximos três anos, a mesma quantidade de dados coletadas em uma década. "Também há a possibilidade de após aumentar a energia do LHC e observar mais dessas colisões de que acabemos descobrindo algo inteiramente novo".

Funcionamento do LHC

O Grande Colisor de Hádrons utiliza imãs supercondutores que aceleram feixes de prótons e demais partículas a velocidades próximas da luz, em tubos circulares com 27 quilômetros de comprimento. Após o choque entre as partículas, os dados provenientes do impacto são coletados.  O sistema eletrônico, imãs, injetores, detectores e ferramentas de coleta de dados foram todos atualizados durante a manutenção.

Com as atualizações, os cientistas estão de olho em novas descobertas, além do estudo da matéria negra. Sam Harper, físico da CERN, acredita que podemos estar próximos de uma nova descoberta, ainda maior do que a do bóson de higgs, segundo ele existe a chance de que o LHC consiga confirmar a existência de uma quinta força da natureza, se juntando a existência da gravidade, eletromagnetismo e forças nucleares fortes e fracas.

Fonte: Wall Street Journal, CERN

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