Liga americana de baseball usará árbitros-robôs em 2024

MLB usará tecnologia para diminuir tempo das partidas — e pode mudar o jogo

Liga americana de baseball usará árbitros-robôs em 2024
Créditos: Kirk Thorton/Unsplash

A Major League Baseball (MLB), liga profissional de baseball dos Estados Unidos e principal torneio do esporte no mundo, anunciou nesta semana que adotará árbitros-robôs na temporada de 2024. Segundo Rob Manfred, comissário da MLB, cargo equivalente a CEO de uma empresa, o objetivo é diminuir o tempo de duração das partidas — que atualmente possuem uma média de três horas de duração. 

08/03/2022 às 17:40
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Árbitros-robôs da MLB: pague 1, leve 2

Similar ao conceito da FIFA e ATP/WTA, que adotou um sistema de assistência com vídeo para os árbitros, o plano da MLB é que os árbitros oficiais, posicionados atrás do catcher (apanhador/recebedor), sejam auxiliados por um robô que informará por um ponto eletrônico se a bola foi dentro ou fora da zona de strike — em resumo, um retângulo que compreende o tronco do recebedor. Por mais que o objetivo do árbitro-robô seja cortar o tempo das partidas (baseball, assim como tênis e volêi, é jogado sem limite de tempo, apesar de ter "sets"), a proposta também resolverá um problema comum a todos os esportes, o erro humano — algo que o VAR não resolveu.

Outra proposta analisada pela MLB é utilizar os árbitros-robôs para que os técnicos peçam desafios quando discordarem de uma marcação do árbitro. Essa regra é similar a adotada no tênis e vôlei. Entretanto, não atende o projeto de diminuir o tempo das partidas. No Aberto de Tênis dos Estados Unidos, o US Open, juízes de linha foram substituídos totalmente pelo Hawk Eye, sistema que analisa se as bolas foram dentro ou fora. A validação do quique da bola era imediato, cortando segundos (e minutos) do tempo do desafio de um jogador.

Precisão de robôs mudar o baseball

A MLB testa esses árbitros-robôs nas Minor Leagues, ligas menores que podem ser comparadas com as divisões inferiores dos campeonatos de futebol (mas não há rebaixamento e promoção entre os torneios). Nas Minors, o árbitro principal utiliza um iPhone e um fone de ouvido para receber a informação do robô TrackMan, empresa que também desenvolve rastreamento de bolas para o golf. Mesmo com o auxílio, a palavra final é sempre do árbitro, o que ainda levará a erros.

Mas há um grande porém, a tecnologia da TrackMan marca mais strikes (bola dentro) do que os árbitros humanos. Caso o robô ganhe mais "autonomia" na MLB, os jogadores terão que mudar a sua forma de jogar. Com mais strikes, a chance de um rebatedor ser eliminado aumenta, o que forçaria esses jogadores a arriscar mais rebatidas. 

Fonte: The Verge

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