Departamento de Defesa dos EUA monitora sons emitidos por animais marinhos; entenda o motivo

Estudo promovido superou, por enquanto, apenas sua primeira etapa

Departamento de Defesa dos EUA monitora sons emitidos por animais marinhos; entenda o motivo
Créditos: Imagem/ Reprodução NAT GEO

Um projeto da agência de pesquisa militar americana, Darpa, tem se ocupado de acompanhar os sons emitidos por animais marinhos com o objetivo de detectar ameaças subaquáticas. A ideia da ação, batizada de Sensores Aquáticos Vivos Persistentes (Pals, na sigla em inglês), é tentar utilizar-se de barulhos naturais como uma espécie de mapeamento com auxílio dos animais de possíveis investidas contra os territórios via mar. 

28/06/2022 às 16:30
Notícia

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A solução pode substituir os sonares atuais utilizados para monitoramento, que têm limitações de tempo - sendo inutilizáveis após algumas horas pela bateria - e de espaço, já que atendem uma pequena área. A expectativa do projeto é de que algumas espécies que mantêm-se estáveis em algumas regiões consigam cobrir um território maior e por longos meses, através do Pals. 

Em entrevista ao BBC Future, em inglês, Lori Adornato, gerente de projetos da agência de pesquisa militar americana, comenta que "atualmente, tratamos todos esses sons naturais como ruído de fundo ou interferência, e estamos tentando mudar isso" e argumenta que o uso destes sons pode ser produtivo com este objetivo. 

Espécies sentinelas 

Entre as espécies monitoradas pelo projeto, as destacadas são a Garoupa-preta e o Camarão-pistola. A primeira é comum em regiões da costa norte-americana e reproduz sons altos, que podem ser detectados a 800 metros de distância, quando detectam um invasor de seu território, bem como quando estão em processo de acasalamento e por outras razões ainda desconhecidas. O acompanhamento destes animais é feito por uma equipe de pesquisa da Universidade Atlântica da Flórida. 

Já o Camarão-pistola é capaz de emitir sons a uma altura de 210 decibéis, o som mais alto emitido por uma criatura viva conhecido, para caçar outras espécies. Por meio dele, o Pals pretende detectar os ecos criados quando os barulhos são refletidos por veículos, numa espécie de sonar antissubmarino natural. 

O desafio, neste caso, é interpretar os reflexos, já que a localização da fonte de ruído é desconhecida, diferente dos sonares tradicionais. Para isso, alguns algoritmos foram desenvolvidos para identificar a trajetória do som, reconhecendo tanto a posição da unidade emissora, como também a refletora. Por enquanto, o projeto de Sensores Aquáticos Vivos Persistentes superou apenas sua primeira etapa, então a viabilidade deste estudo, na prática, ainda está distante de ser identificada. O próximo passo está programado para o verão do hemisfério norte em 2022, entre o final dos meses de junho e setembro. 

  

Fonte: BBC Future

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