Foguete desconhecido colide com a Lua e impacto cria duas crateras

As duas crateras se sobrepõem, algo incomum após colisões de foguetes

Foguete desconhecido colide com a Lua e impacto cria duas crateras
Créditos: Nasa/Goddard/Arizona State Unive

Um foguete desconhecido colidiu com a superfície da Lua no dia 4 de marçoNa última segunda-feira (27), a Nasa compartilhou imagens obtidas pelo satélite Lunar Reconnaissance Orbiter, mostrando que duas crateras foram causadas pelo impacto.

O curioso é que ambas as crateras se sobrepõem, uma com 18 metros de diâmetro e a outra com 16 metros. Segundo a Agência Espacial Americana, juntas elas criam uma depressão de cerca de 28 metros de largura na sua porção mais longa. Astrônomos acompanhavam o foguete até o momento da sua colisão há algum tempo, a grande surpresa é o formato incomum da cratera deixada pelo impacto. 

Isso porque, foguetes que circulam na atmosfera como lixo espacial teoricamente apresentam seu tanque vazio; por isso a porção onde está localizada o motor costuma apresentar maior massa, local onde espera-se que ocorra a colisão. Como o formato do buraco deixado é uma cratera dupla, isso indica que o lixo espacial possuía grande quantidade de massa em ambas as extremidades

Origem do foguete é desconhecida

A Nasa espera que a análise da cratera ajude a identificar a origem do foguete espacial que estava girando na atmosfera há anos. Aqui no Mundo Conectado, reportamos as informações divulgadas pela Agência Americana no momento do impacto. Agora, com a obtenção de imagens da cratera deixada pelo impacto, talvez finalmente seja possível descobrir qual a origem do lixo espacial que atingiu a Lua.

A primeira empresa suspeita de ser a dona do foguete foi a SpaceX, de Elon Musk. Porém, Bill Gray, gerente do Pluto Project, um software de rastreamento de objetos próximos à Terra, apontou a possibilidade de ser o propulsor do um foguete chinês da missão Chang'e 5-T1. 

Já o porta voz da China, Wang Wenbin, negou as acusações. Ele afirmou que o propulsor se desintegrou ao entrar em contato com a atmosfera da Terra durante sua reentrada. Tais informações são reforçadas por informações oficiais dos Estados Unidos, que lista a trajetória do objeto como se houvesse entrado em contato com a atmosfera.  Na época, Gray reforçou um erro de cálculo da Nasa e permaneceu afirmando se tratar do foguete chinês.

Mesmo com as novas imagens, existe a possibilidade da 'paternidade' do foguete permanecer desconhecida. Esse evento, apontam os especialistas, revelam o grande desafio de catalogar e acompanhar os detritos espaciais na órbita da Terra, que podem colidir com satélites em funcionamento, criar novo lixo especial, além de apresentarem riscos para missões tripuladas. 

Fonte: CNN

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