Câmera identifica vibrações e pode gravar sons de múltiplos instrumentos separadamente

Pesquisadores descrevem método como uma nova forma de ver o som

Câmera identifica vibrações e pode gravar sons de múltiplos instrumentos separadamente
Créditos: Imagem/ Reprodução Mark Sheinin, Dorian Chan, Matthew O'Toole, e Srinivasa Narasimhan

Um novo sistema de captação de som, desenvolvido pelo Instituto de Robótica da Escola de Ciência da Computação da Universidade de Carnegie Mellon, é capaz de identificar as vibrações do som e reconstruí-los para capturar o áudio sem interferência ou microfone. A novidade foi divulgada pela Universidade na última semana, no dia 21 de junho. O estudo tem a capacidade de dar aos engenheiros de som a possibilidade de mixagem de instrumentos individualmente, sem a interferência de outros ruídos externos. 

O projeto utiliza-se de duas câmeras comuns e um laser que servem para que seja possível detectar as vibrações em alta velocidade e baixa amplitude. O estudo realizou diversos testes e comprovou a eficiência do método criado pela equipe de desenvolvimento. Segundo o anúncio da Universidade de Carnegie Mellon, eles capturaram o áudio de diferentes violões tocando simultaneamente, bem como distintos alto-falantes individuais tocando músicas diferentes ao mesmo tempo. 

Abaixo, um vídeo dos próprios desenvolvedores da explicação, em inglês, de como funciona o sistema de captação. 

 

Uma maneira de ver o som 

Mark Sheinin, pesquisador associado de pós-doutorado no Laboratório de Iluminação e Imagem no Instituto de Robótica, definiu o método como uma nova maneira de ver o som. O sistema tem a capacidade de analisar diferenças no padrões de manchas das imagens capturadas com os obturadores rotativo e global. 

24/06/2022 às 08:30
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Estas manchas são criadas a partir da luz do laser apontado para a superfície do objeto que muda de padrão de acordo com a vibração da superfície. Um algoritmo, então, calcula  a diferença nos padrões de mancha e converte elas em vibrações para reconstituir o som. 

Além de eficiente, o método também é considerado positivo pelo custo abaixo de outros que necessitam de câmeras de alta velocidade para funcionar. "Tornamos o microfone óptico muito mais prático e utilizável", descreve Srinivasa Narasimhan, professor do RI e chefe do ILIM.

 

 

Via: Gizmodo Fonte: Carnegie Mellon University

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