Britânica relata caso de estupro no metaverso: "foi real e perturbador"

O episódio ocorreu no Horizon Venues, metaverso do Facebook

Britânica relata caso de estupro no metaverso: "foi real e perturbador"
Créditos: Nina Patel/Reprodução

Através de uma postagem em sua página no Medium, a psicoterapeuta britânica Nina Jane Patel, relatou um caso de assédio e estupro que sofreu no espaço de metaverso do Facebook.

Embora não tenha sido uma situação física, tudo o que ocorreu com Patel durante essa experiência traumática, remete a abusos que ocorrem em ambientes reais.

28/02/2022 às 18:40
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A psicoterapeuta inglesa tem 43 anos e realiza pesquisas dentro de metaversos - como são chamados os ambientes virtuais que operam através de realidade virtual - para empresa que é cofundadora, a Kabuni. O episódio em questão ocorreu enquanto ela pesquisava sobre o impacto fisiológico e psicológico da realidade virtual em crianças e adolescentes de 8 a 16 anos.

Em seu relato ela diz:

Recentemente, compartilhei minha experiência de assédio sexual no Facebook/Meta’s Venues. Dentro de 60 segundos depois de entrar – eu fui assediada verbal e sexualmente – 4 avatares masculinos, com vozes masculinas, essencialmente, virtualmente estupraram meu avatar e tiraram fotos. Enquanto eu tentava fugir eles gritaram – ‘não finja que você não gostou’ Uma experiência horrível, que aconteceu tão rápido e antes que eu pudesse pensar em colocar a barreira de segurança no lugar. Eu congelei. Foi surreal. Foi um pesadelo.

Nina havia criado um avatar parecido com ela: cabelos loiros, na altura do ombro, olhos claros e sardas no rosto. E tudo isso aconteceu logo após seus primeiros minutos dentro do ambiente virtual.

"Eles chegaram muito perto de mim, no início me assediando verbalmente. Depois, começaram a me assediar sexualmente, dizendo todos os tipos de insinuações sexuais possíveis. Então, apalparam e tocaram meu avatar de forma inadequada e passaram a me seguir. Eu dizia: 'parem, por favor, parem'. Mas eles continuaram", contou Nina, em entrevista ao UOL. "O que aconteceu comigo foi real."

Após relatar o que havia ocorrido, Nina recebeu comentários divididos: alguns de apoio, concordando que o episódio foi algo horrível; outros criticando-a, alegando que ela só quer atenção e que deveria ter agido de forma diferente. Ela descreve alguns desses comentários em sua página no Medium.

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Em nota, a Meta, responsável pelo metaverso Horizon Venues em que Nina foi assediada declarou o seguinte:

"Lamentamos que isso tenha ocorrido, queremos que todos tenham uma experiência positiva no Horizon Venues, e que facilmente encontrem as ferramentas de segurança disponíveis para ajudá-los (ferramentas que também nos permitem investigar e agir). O Horizon Venues deve ser seguro e estamos comprometidos a construí-lo dessa forma. Continuaremos a realizar melhorias à medida que aprendemos mais sobre como as pessoas interagem nesses espaços, principalmente quando se trata em ajudar as pessoas a reportarem situações de forma fácil e confiável", diz a nota da empresa.

Como todo ambiente na internet, seja de realidade virtual ou não, questões de abusos, racismo, preconceito e várias outras transgressões e desrespeitos ocorrem de forma desenfreada. Com a ascensão do metaverso, regular e punir atitudes como essa se tornam cada vez mais importantes e de urgência, para evitar abusos futuros e não prejudicar psicologicamente os usuários ou mesmo criar levantes de ódios contra classes e raças.

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Fonte: Nina Jane Patel
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Eddy Venino

Escreve sobre games, filmes, séries e tecnologia desde 2017. Já teve diversos projetos na área, entre sites especializados e podcast. Ama cultura POP e se der corda vai conversar sobre assunto por horas a fio, indo de Dragon Ball a literatura clássica. Idealizador do coletivo NOIZ; hoje tenta tornar o entretenimento um local mais receptivo para que todos possam curtir seu lado geek/nerd.

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