Conheçam o Robô que pode se mover dentro do corpo humano

No futuro ele poderá ser utilizado para administrar medicações dentro do corpo humano

Conheçam o Robô que pode se mover dentro do corpo humano
Créditos: Reprodução

Se a ideia de mini robôs se locomovendo dentro de um corpo humano era visto como obra de ficção, tudo indica que dentro de alguns anos isso poderá ser um procedimento recorrente, se depender dos pesquisadores da Universidade Vanderbilt, no Tennessee.

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Eles anunciaram recentemente uma nova versão do seu "Milirobot", um robô de milímetros de comprimento e que funciona por controle remoto, e tem a capacidade de escalar dentro do corpo humano, especificamente pensado para se locomover dentro do intestino e alvéolos do pulmão para as aplicações de medicamentos e até sensores.

Em sua versão anterior, ele tinha dificuldades para se mover devido a sua falta de aderência a superfície interna do corpo humano e os fluídos, logo qualquer movimento mais brusco o desalojaria. O que foi solucionado em sua nova versão que agora conta com pequenas almofadas repletas de agulhas para se prenderem ao muco e não se soltar facilmente durante movimentos semelhantes ao de uma respiração ou digestão.

Segundo Metin Sitti, do Instituto Max Planck de Sistemas Inteligentes, na Alemanha, os resultados positivos com o Milirobot registram "um marco significativo na robótica leve".

Um avanço significativo para tratamentos

O Milirobot é feito de um metal magnético elástico e ultrafino, tem 3,7 mm de comprimento e 1,5 mm de largura e pode transportar três vezes seu próprio volume e até 20 vezes seu próprio peso, segundo o coautor da pesquisa, Yingdan Wu.

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Para ser controlado, os pesquisadores precisam utilizam de uma maquina que manipula o campo eletromagnético próximo do órgão, o que faz com que o Milirobot gire, ou seja, quando um pé está no chão, o robô puxa o outro pé da superfície e vira o corpo para dar um “passo” dentro do corpo.

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Quanto ao obstáculo de fazê-lo com que pudesse se prender a mucosa e também se soltar foi longo. Segundo o coautor da pesquisa, Xiaoguang Dong da Universidade Vanderbilt, no Tennessee:

 “A equipe primeiro tentou adicionar almofadas nas patas que prendem o tecido, inspiradas na maneira como alguns parasitas intestinais se ligam. Mas eles tiveram problemas para reproduzir as altas forças necessárias – e fazer com que o robô se soltasse também foi complicado”.

A solução encontrada pelo time de pesquisadores veio de algo que nós brasileiros, pelo menos aqueles que já caminharam ao ar livre, conhecem muito bem, o carrapicho.

Afim de simular o mesmo efeito de grudar e soltar, a "almofada" de agulhas foi coberta com uma fina camada de quitosana, proveniente da casca de crustáceos, o que trouxe um resultado extremamente positivo durante os testes, pois agora ela criava atrito e viscosidade suficientes para se manterem agarrados à camada de muco dentro dos pulmões e do trato digestivo dos porcos.

Durante os vários testes realizados dentro do laboratório, o time ficou bem animado com seus resultados. Como o Milirobot se prende somente a mucosa, ele não gera qualquer dano ao tecido interno e isso viabiliza o seu uso para diversos tipos de tratamentos ou mesmo apenas levar materiais para dentro de órgãos, como um coração.

Não dá pra descartar a ideia de que no futuro, talvez tenhamos várias pessoas com minúsculos robôs lidando com as mais diversas doenças.

A pesquisa completa pode ser lida aqui.

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Fonte: The New Scientist, Science Org
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Diogo Batista

Um apaixonado por games, filmes de horror, livros e metal extremo. Começou a produzir conteúdo na internet quando tudo ainda era mato e não parou mais.

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