China quer plano de defesa contra satélites de Elon Musk

Pesquisadores das forças armada veem a Starlink como ameaça a segurança do país

China quer plano de defesa contra satélites de Elon Musk
Créditos: Divulgação/SpaceX

Cientistas militares chineses pediram ao governo o desenvolvimento de uma "arma" capaz de destruir a constelação de satélites da Starlink. Os pesquisadores das Forças Armadas da China consideram que o sistema de satélite é uma ameaça para os equipamentos militares e defesa do país em suas operações. Na ONU, a China já havia pedido medidas contras riscos que os satélites levaram para a Estação Espacial Chinesa. 

09/05/2022 às 17:45
Notícia

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Os pesquisadores chineses estão preocupados com a possibilidade do uso militar da constelação de satélites da Starlink. Entre os temores das Forças Armadas da China estão a capacidade dos satélites rastrearem mísseis hipersônicos, aumentar a velocidade da transmissão de dados de drones e caças do tipo stealth da Força Aérea Americana e os riscos de colisão com a Estação Espacial Chinesa — Tiangong. No ano passado, a China enviou uma reclamação para a ONU sobre as duas manobras de emergência (em julho e outubro de 2021) que a Tiangong teve que realizar para evitar choques com os satélites da Starlink.

No artigo divulgado pelos cientistas chineses do Instituto de Rastreio e Telecomunicação é sugerido que o governo invista em métodos "suaves" e "extremos" para a destruição dos satélites. Esses métodos "suaves" (do inglês "soft) envolvem defesas do tipo interrupção do sinal e equipamentos a laser. Já os métodos "extremos" (do inglês "duro) são bem explicativos: armas que destruam os satélites fisicamente, como mísseis. 

China possui tecnologia para destruir satélites

Os métodos de destruição não são nenhuma novidade tecnológica para a China. O país já possui sistemas para interromper a comunicação entre satélites e destruir os componentes elétricos do equipamento, além de lasers para cegar os sensores e ciberarmas para hackear a rede e mísseis antissatélites de longo alcance (ASAT, sigla em inglês). Mas os cientistas militares afirmam que eles não são eficientes contra uma constelação de satélites, apenas para alvos "solitários". O que eles buscam é uma nova combinação de armas para derrubar todo um sistema de satélites. Entre as opções apresentadas é contra-atacar com uma constelação de satélites chineses que acelere uma possível interrupção do sinal da Starlink. Ciberguerra está ganhando novos métodos. 

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Felipe Freitas

Felipe Freitas é formado em jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina. Mas, segundo quase todo mundo, tem cara de quem fez Sistemas. Começou nos jogos com o SNES do seu tio, nunca passou da parte da montanha em Legend of Legaia e adora jogos com histórias bem feitas. Não perde a chance de fazer uma Jojo Pose.

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