Irã subornou moderadores do Instagram para apagar conta de opositores

Oficiais do governo pagaram até 10.000 Euros por suborno

Irã subornou moderadores do Instagram para apagar conta de opositores
Créditos: Divulgação/Facebook

Agentes do serviço de inteligência do Irã são acusados de pagar suborno para que moderadores de conteúdo do Instagram apagassem contas de jornalistas e ativistas de oposição. Essas acusações surgem após diversos protestos contra o aumento do preço de alimentos no país. A notícia divulgada pela BBC Persian relata também que mensagens pedindo a morte do líder supremo e presidente do país irritaram o governo autoritário. 

26/05/2022 às 16:34
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Oficiais pagaram 10 mil Euros para moderadores do Instagram

As fontes da BBC — que por motivos óbvios revelaram o caso em condição de anonimato — contaram que recebeu ofertas entre 5 mil (R$ 25.603,45) e 10 mil (R$ 51.206,90) Euros para apagar uma conta. Uma dessas fontes é ex-funcionário da Telus International, empresa que presta serviços para a Meta analisando denúncias e reclamações no Instagram e Facebook. Segundo esse ex-funcionário, os agentes de inteligência tinham como principal objetivo a exclusão da conta de Masih Alinejad, jornalista iraniana exilada nos Estados Unidos e uma das principais vozes contra o regime do Irã.

A denúncia surgiu após diversos usuários do Instagram no Irã reclamarem que suas publicações contra o governo foram apagadas. A mais recente revolta contra as lideranças do país (formada pelo cargo vitalício do Líder Supremo e um presidente eleito em sufrágio nada democrático) começou após o corte nos subsídios de alimentos básicos, que levou ao aumento dos preços. Nos protestos que acontecem há vários dias, cantos como "Morte a Khamenei" (Líder Supremo) e "Morte a Raisi" irritaram o regime.

Denúncia sob investigação

A Telus International informou que está investigando as denúncias, mesmo acreditando que elas sejam falsas. A empresa informou que todos os seus funcionários para por rigorosas entrevistas e pesquisa da vida pregressa para assumir o cargo que exige imparcialidade. Entretanto, o ex-funcionário afirma que diversos colegas que são pró-regime recebem instruções diretas do governo.

Meta se pronunciou dizendo que não vê evidências para as acusações e que as "decisões de exclusão são regularmente auditadas para garantir a precisão da política da empresa". As duas fontes da BBC informara que por volta de 10% das suas decisões foram auditadas. 

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Via: Android Central Fonte: BBC
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Felipe Freitas

Felipe Freitas é formado em jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina. Mas, segundo quase todo mundo, tem cara de quem fez Sistemas. Começou nos jogos com o SNES do seu tio, nunca passou da parte da montanha em Legend of Legaia e adora jogos com histórias bem feitas. Não perde a chance de fazer uma Jojo Pose.

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