Entenda o porquê da Samsung e Apple diminuírem a produção de smartphones

Redução é pequena, mas indica precaução com economia global

Entenda o porquê da Samsung e Apple diminuírem a produção de smartphones
Créditos: Divulgação/Samsung

Na última semana, foi divulgado que a Samsung é mais uma fabricante de smartphones a "pisar no freio" da produção de seus dispositivos. A empresa sul-coreana reduziu a previsão de 310 milhões unidades fabricadas para 280 milhões. Apesar de 30 milhões de unidades não parecer uma redução grande, a medida da empresa indica que a Samsung (e outras fabricantes) estão preocupados com o cenário econômico. 

27/05/2022 às 17:45
Notícia

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Samsung reduzindo todos os segmentos pensando "no pior"

Recentemente, o caso de throttling do Galaxy S22 afetou a imagem do produto. Só que isso não foi levado em conta no momento de reduzir a produção dos smartphones. A Samsung reduzirá a fabricação de diversas linhas de celulares: desde os modelos mais barato até os topos de linha da série Galaxy S e Galaxy Z. Por mais que em crises econômicas as pessoas busquem comprar itens e marcas mais baratas, no mercado de smartphones há também a opção de não comprar um novo celular (comida ainda é mais importante, certo?)

Um dos motivos, ou melhor, o motivo principal desse corte na produção é a Guerra na Ucrânia após a invasão russa. A Samsung cortou venda de seus produtos na Rússia e deixará de receber um bom caixa — e perdeu um mercado de 144 milhões de habitantes. A Guerra de Putin também gerou uma cadeia de consequências na economia global, como queda na exportação de grãos que levou ao aumento do preço de alimentos e aumento do preço de petróleo e gás. E pelo atual momento da Guerra, as coisas não vão melhorar a curto prazo.

Diversos países também estão enfrentando inflações (não necessariamente tendo a guerra como único motivo), incluindo os Estados Unidos, um dos principais mercados da Samsung. No Brasil, a fabricante sul-coreana conta com um bom mercado para smartphones intermediários e de entrada. Mas com a inflação batendo dois dígitos, os brasileiros segurarão seus Galaxy A e Galaxy M por mais um tempo enquanto os preços de alimentos e diversos produtos continuarem elevados. 

Apple tomou a mesma decisão no dia 26 de maio

Do outro lado do globo, lá na Califórnia, a Apple também reduziu a produção de seus dispositivos, tendo agora uma produção esperada de 220 milhões. Mesmo com bons resultados do iPhone 13 e preparando o lançamento do iPhone 14 para setembro, a Gigante de Cupertino também não vê um futuro positivo para as suas vendas. E além da Guerra de Putin, ainda há lockdowns por causa do Covid-19 ao redor do mundo e a escassez de chips parece infinita. A tendência é que mais fabricantes de eletrônicos (e de outras áreas) diminuam a produção neste ano — e talvez por uma boa parte de 2023.

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Via: The Verge, Sam Mobile Fonte: Maeil Business News
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Felipe Freitas

Felipe Freitas é formado em jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina. Mas, segundo quase todo mundo, tem cara de quem fez Sistemas. Começou nos jogos com o SNES do seu tio, nunca passou da parte da montanha em Legend of Legaia e adora jogos com histórias bem feitas. Não perde a chance de fazer uma Jojo Pose.

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