Após fracasso, criptomoeda Terra prepara retorno com versão 2.0 e nova blockchain

Sistema sofreu hiperinflação com antigos protocolos e terá modificações importantes para voltar ao mercado

Após fracasso, criptomoeda Terra prepara retorno com versão 2.0 e nova blockchain
Créditos: Reprodução/Shutterstock

O blockchain Terra, um dos mais problemáticos protocolos do mercado virtual e que trouxe problemas à esfera criptográfica no início de maio, deve anunciar retorno com novo sistema, que promete resolver os problemas anteriores. De acordo com postagem no perfil oficial do ecossistema no Twitter, será a "gênese de um novo blockchain".

As mudanças chegarão com a chamada Proposta 1623, que criará um novo blockchain sem a stablecoin TerraUSD (UST), que foi a mais problemática. Ela será 'renomeada' para Terra Classic e terá token nativo: LUNC. A rede será chamada somente de Terra e seu token nativo será LUNA. O lançamento deve chegar na próxima sexta-feira (27).

Foram compartilhados no Twitter o cronograma e a porcentagem de distribuição do token LUNA, que envolve seus detentores, os da antiga UST e desenvolvedores "essenciais" do Terra Classic. 

Os ataques referidos na postagem foram o que gerou os problemas para a moeda nativa do LUNA, que resultou em uma hiperinflação e impossibilidade de restaurar o peg - taxa de câmbio fixa - de US$ 1 da UST.

Ainda não foi anunciada a data oficial de lançamento do novo sistema, mas considerando todos os detalhes fornecidos, não deve demorar muito para que chegue ao mundo virtual.

Criptomercado deve ter regulações no Brasil

Não é somente nos Estados Unidos que as criptomoedas e blockchains passam por processo de regulamentação, mas no Brasil também. Tramita no congresso o Projeto de Lei nº 4401, que tem como objetivo regular os ativos digitais no país e limita as transações por corretoras internacionais.

O texto, que ainda há de ser aprovado pela Câmara dos Deputados, indica que moedas dessas empresas que não estiverem adequadas às regras do real e leis brasileiras podem fazer com que elas levem punições judiciais e multas. O objetivo é impedir lucro através da flutuação de valores.

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O mercado de criptomoedas não deve sofrer grandes alterações, com o foco do projeto sendo na conversão das mesmas para bens. Essas transações deverão estar todas dentro das regras judiciárias do Brasil.

A regulamentação também tornará obrigatória a declaração de ganhos através delas para a Receita Federal, processo já bem conhecido. Pensando nisso, a bolsa global Binance, uma das grandes do ramo, anunciou no final de março a abertura de um escritório em território nacional.

Analistas da área destacaram que o projeto de lei brasileiro é diferente do americano e parecido com o mesmo da União Europeia, pois deve incentivar a mineração de criptomoedas - já que os equipamentos necessários para isso podem receber isenção.

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Fonte: Wccftech, CanalTech
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Fabio Tarnapolsky

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