Nuvens de gás podem ser a chave para entender começo do universo

Pesquisadores detectaram objetos quase tão antigos quanto o Big Bang - com funções importantes

Nuvens de gás podem ser a chave para entender começo do universo
Créditos: Rex/Shutterstock

Constantemente, o ser humano se pergunta sobre seu destino no universo, o que acontecerá depois que ele partir e qual será o futuro de tudo o que vivemos hoje. No entanto, outro questionamento intriga os cientistas: como foi o começo de tudo? E antes disso? Recentemente, dados de nuvens de gás no espaço podem ter trago respostas sobre os primórdios de nossa realidade.

Uma equipe de pesquisadores baseada em informações do Observatório W.M Keck, no Havaí (Estados Unidos), desenvolveu um estudo que foi publicado na revista Nature sobre a densidade, massa e tamanho de nuvens de hidrogênio antigas - e elas podem ter surgido "junto" ao Big Bang.

Segundo dados do projeto, essas formações, conhecidas como sistemas lyman-alpha amortecidos (em inglês: DLAs), podem ter quase 11 bilhões de anos, "apenas" 2,8 bilhões mais novas do que o nascimento do universo, ocorrido a 13,8.

Elas funcionariam como reservatórios de gás primitivo que "dominavam" o espaço após o Big Bang. Algumas teriam se condensado para formar estrelas e galáxias. De acordo com Rogmon Bordoloi, autor do estudo e professor assistente de física da Universidade Estadual da Carolina do Norte, a detecção desses elementos é desafiadora, mas com muitas revelações.

“Os DLAs são a chave para entender como as galáxias se formam no universo", comentou o cientista. "No entanto, são difíceis de observar, pois as nuvens são muito difusas e não emitem nenhuma luz."

"Então, acabamos olhando para uma versão estendida do objeto. É como usar um telescópio cósmico que aumenta a perspectiva e nos dá melhor visualização", acrescentou.

Detecção difícil e tecnologia 'revolucionária'

Para detectar as nuvens, mesmo com sua observação dificultada, o grupo utilizou uma técnica que combinou a luz de quasares, que são objetos mais massivos que o Sol, com dois DLAs do tamanho da Via Láctea através de lentes gravitacionais, como explicou Bordoloi.

 “Galáxias com lentes gravitacionais referem-se às que parecem esticadas e iluminadas. Isso ocorre porque há uma estrutura gravitacionalmente massiva na frente dela que dobra a luz que viaja em nossa direção. A coisa mais incrível sobre os DLAs que observamos é que eles não são únicos e parecem ter semelhanças na estrutura."

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"Formações hospedeiras foram detectadas em ambos e suas massas indicam que contêm combustível suficiente para uma próxima geração de formação estelar. Com essa tecnologia à nossa disposição, seremos capazes de investigar mais profundamente como as estrelas nasceram no universo primitivo", completou o pesquisador.

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Via: Olhar Digital
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Fabio Tarnapolsky

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