Canadá é mais um país a banir chinesas Huawei e ZTE de sua rede 5G

Governo da nação norte-americana alegou preocupações com segurança nacional e teme espionagem

Canadá é mais um país a banir chinesas Huawei e ZTE de sua rede 5G
Créditos: Reprodução/Computer World

Em medida para proteger as leis nacionais, o Canadá se juntou a Estados Unidos, Reino Unido, Austrália e Nova Zelândia e anunciou a proibição do uso de equipamentos da gigante de tecnologia chinesa Huawei na rede 5G - bem como baniu o grupo ZTE. De acordo com o executivo do país, a decisão foi por conta de preocupações a respeito da segurança.

Em comunicado, foi dito que os fornecedores poderiam ser potencialmente forçados a cumprir orientações extrajudiciais de governos estrangeiros e que abriria possibilidade para um conflito com as leis canadenses. Além disso, também prejudicaria os interesses da nação norte-americana.

Com isso, as empresas de telecomunicações estão impedidas de adquirir novos equipamentos 4G e 5G de Huawei e ZTE até setembro de 2022 e serão obrigadas a remover todos os 5G já instalados de suas redes até 28 de junho de 2024 e os dispositivos 4G até o final de 2027.

“O governo está comprometido em maximizar os benefícios sociais e econômicos do 5G e o acesso a serviços de telecomunicações em grande escala, mas não à custa da segurança", disse o comunicado emitido pelo governo do Canadá.

O país não é o primeiro a tomar medidas contra Huawei e ZTE. As empresas chinesas foram banidas permanentemente dos Estados Unidos em 2021, enquanto Reino Unido, Austrália e Nova Zelândia também já tomaram medidas restritivas contra a primeira.

Conflitos antigos e lei contestada

Os 'embates' entre Canadá e Huawei não são novos. Em dezembro de 2018, a diretora financeira da organização, Meng Wanzhou, foi presa com suspeita de violar as sanções dos EUA. Pouco tempo depois, dois cidadãos canadenses - o ex-diplomata Michael Spavor e o empresário Michael Kovrig - foram presos na China.

Um dos principais motivos para os banimentos às marcas é a Lei Nacional de Inteligência da China, que traz preocupações com um possível vazamento de dados para o governo do país asiático. De acordo com analistas, a diretriz citada poderia ser usada para forçar as organizações e cidadãos a cooperar com a inteligência estatal, o que traria riscos de entrega de informações confidenciais dos territórios onde as marcas estariam instaladas.

Segundo a Huawei, essa alegação foi uma "leitura equivocada" da lei e a embaixada canadense da nação liderada por Xi Jinping já emitiu comunicado dizendo que tomará todas as medidas necessárias para que os direitos das empresas chinesas sejam respeitados.

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Fonte: The Verge
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Fabio Tarnapolsky

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