Microsoft: 'primeiro bombardeio na Ucrânia foi ciberataque'

Brad Smith, presidente da Microsoft, comentou sobre ciberataques na guerra durante palestra

Microsoft: 'primeiro bombardeio na Ucrânia foi ciberataque'
Créditos: Divulgação/Microsoft

Não é uma novidade que a invasão da Rússia à Ucrânia foi precedida por ataques cibernéticos em sites de órgãos governamentai, serviços ucranianos e satélites de internet. Mas para Brad Smith, presidente da Microsoft, mais que apenas um ciberataque, esta atuação de hackers russos foi o "primeiro bombardeio" na Invasão da Ucrânia pela Russa. Smith ainda comentou sobre esta ser a primeira grande guerra híbrida da humandiade.

18/05/2022 às 12:30
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"Primeiras bombas na Ucrânia foram atiradas no ciberespaço"

Autor das aspas acima, Smith considera o ciberataque pelo malware FoxBlade, lançado pelas agências de inteligência Russas (FSB, GRU e SVR) horas antes da invasão foram as primeiras bombas da Guerra na Ucrânia. O presidente da Microsoft disse ainda que o ciberataque mostra que o atual conflito é a primeira grande guerra híbrida. Ele explicou que o ataque teve "300 alvos dentro do governo ucraniano" e que foi iniciado simultaneamente, de maneira coordenada, pelos militares russos". 

Na palestra ministrada em Londres, Brad Smith comenta sobre a mistura de diversos elementos de Guerra na Ucrânia. Para quem não lembra, as primeiras informações sobre os planos da Rússia em invadir a Ucrânia iniciaram em novembro do ano passado, quando os Estados Unidos divulgou imagens de satélite do exército russo se posicionando na fronteira entre os dois países. Smith explicou que em janeiro, antes mesmo de oficializar a invasão iniciada em 24 de fevereiro, a Rússia aplicou diversos ciberataques para derrubar sites ucranianos com o objetivo de "promover uma guerra psicológica". Com esses ataques, o Kremlin visava convencer a população  vizinha de que a guerra seria um passeio (o que não aconteceu).

Mesmo com a invasão em terra, a ciberguerra continua, com batalhas originadas de ambos os lados. A Rússia agora mira em alvos mais precisos. O exemplo dado por Smith foi o ataque virtual contra a usina nuclear de Zaporíjia. Hoje a Rússia controla a usina, mas a invasão ao local foi precedida pelo ciberataque. Contra a Rússia há diversos hackers ao redor do mundo. O governo ucraniano também formou seu exército de TI para contra-atacar a Rússia. Em Belarus, ciberativistas do país derrubaram o sistema da estatal de ferrovias para obstruir o envio de equipamento militar russo. As guerras não são mais lutadas apenas em solo, mar ou terra, mas atingem um novo front virtual.

Ajuda da Microsoft

A empresa americana forneceu aproximadamente 100 milhões de libras em serviços para a Ucrânia, incluindo a mudança de servidores físicos do governo para a nuvem. A Microsoft também fornece serviços de segurança digital para o país invadido. 


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Fonte: The Guardian
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Felipe Freitas

Felipe Freitas é formado em jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina. Mas, segundo quase todo mundo, tem cara de quem fez Sistemas. Começou nos jogos com o SNES do seu tio, nunca passou da parte da montanha em Legend of Legaia e adora jogos com histórias bem feitas. Não perde a chance de fazer uma Jojo Pose.

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