Pesquisadores criam malware para iPhone que funciona mesmo com o aparelho desligado; confira vídeo

Apesar de perigoso, programa não será utilizado para cybercrimes, mas liga alerta na Apple

Pesquisadores criam malware para iPhone que funciona mesmo com o aparelho desligado; confira vídeo
Créditos: Reprodução/Shutterstock

Se você pensa que um iPhone desligado estaria livre de qualquer vírus ou programas maliciosos, está errado. Pesquisadores da Universidade Técnica de Darmstadt, na Alemanha, criaram um malware que funciona nessas condições.

A tecnologia foi possível por conta do modo de baixo consumo dos aparelhos da Apple, compatível com todos os modelos desde 2018. A configuração faz com que os chips NFC, Ultra-Wideband e Bluetooth consumam um restinho de energia mesmo com o smartphone desligado. E desde o iOS 15 eles podem funcionar indefinidamente.

Esse recurso permite que o iPhone seja localização através do Find My e mantém outras utilidades operacionais. Apesar dos benefícios, ele abre caminho para malwares como o criado pelos pesquisadores de Darmstadt.

Bluetooth como principal 'alvo'

O chip Bluetooth tem firmware próprio, que pode ser executado de forma separada do processador principal, além disso, este e o UWB são conectados ao Secure Element no chip NFC da Apple. Nele, informações de serviços de pagamentos, cartões, entre outros são armazenadas e podem ser acessadas pelo firmware do Bluetooth.

O elemento é, inclusive, o principal foco do estudo. Segundo os criadores do malware, não há assinatura, proteção contra modificação e é possível a execução do programa malicioso independente do celular estar ligado ou não.

O grande problema dessa tecnologia da Apple é que não pode ser removida por atualizações de sistema, já que é implementada no próprio Hardware, e é difícil de detectar. Para os pesquisadores, os recursos aumentam a segurança dos usuários, mas deveria ser possível desconectar a bateria para desabilitar o 'último' recurso de acesso ao smartphone.

Apesar da preocupação com a possível brecha para invasores, ela não atinge todos os usuários de iPhone. O malware citado precisa de um aparelho com jailbreak - sistema que permite a execução de aplicativos não-autorizados pela Apple no sistema iOS.

A descoberta da falha de segurança foi compartilhada pelos pesquisadores com a Apple, que deve trabalhar em aperfeiçoamentos e melhorias nas próximas versões do sistema e de seus dispositivos.

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Vídeo detalha o novo malware:

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Fonte: TheNextWeb
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Fabio Tarnapolsky

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