Eclipse total da Lua provocou apagão de espaçonaves movidas à energia solar

A situação não é inesperada, mas precauções precisam ser implementadas para evitar quaisquer problemas para as missões

Eclipse total da Lua provocou apagão de espaçonaves movidas à energia solar
Créditos: Ilustração com a Terra bloqueando totalmente o Sol / NASA

O eclipse total da Lua, registrado entre os dias 15 e 16 de maio, exigiu a readequação das atividades de algumas espaçonaves movidas à energia solar. Os equipamentos, quando se depararam com a situação de perder contato com a face então iluminada do satélite natural, perderam gradativamente a capacidade de carregamento de baterias. Responsáveis pelos projetos Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO, da NASA), do orbitador Chandrayaan-2, da Índia, e do rover Yutu-2 (China) anteciparam a situação, e prepararam as máquinas para os 85 minutos na escuridão total.

Recomenda-se em situações similares que os instrumentos científicos sejam totalmente desligados durante o período. O LRO é um veterano, pois já enfrentou exatos 12 eclipses lunares totais desde que foi ativado em 2009. O cientista responsável concluiu:

Quando o LRO passa por longos eclipses, qualquer drenagem em nossa bateria não é ideal, então desligamos os instrumentos e esperamos até que possamos recarregar completamente a bateria antes de ligar os instrumentos de volta (…) Também aquecemos a espaçonave para que, quando estivermos na sombra da Terra, ela e seus instrumentos não esfriem muito. Já fizemos isso várias vezes, então é um conjunto bem ensaiado de procedimentos.

Quanto ao Chandrayaan-2, a sua implementação foi mais recente, em 22 de julho de 2019. Desde então, enfrentou um eclipse lunar total em 26 de maio de 2021. Nesse caso, mesmo que não tenha recebido um comunicado oficial, como é alimentado por matrizes solares, especula-se que foi igualmente desativado.


(Eclipse Total da Lua em uma ilustração (1) / Créditos: Future / space.com) / (2) LRO / Créditos: lunar.gsfc.nasa.gov / (3) Chandrayaan-2 / Créditos: indianexpress.com / (4) Yutu-2 / Créditos: futurecdn.net)

Porém, o caso do rover Yutu-2 é um pouco diferente. O veículo explorador pousou no outro lado da Lua há pouco mais de três anos, durante a missão conhecida como Chang’e 4. Como está na superfície lunar, o equipamento sempre está exposto às limitações entre dias e noites, que duram, em média, 14,5 dias na região que está localizado.

02/05/2022 às 14:00
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É movido por energia solar como os outros dois, então, durante os períodos noturnos, acaba sendo desligado por aproximadamente duas semanas. Como o eclipse acontece nos períodos de Lua Cheia, onde o lado distante do sol está completamente no escuro, o rover já estaria desligado de toda forma.

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Via: olhardigital.com.br Fonte: space.com
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Guilherme Pinheiro

Formado em jornalismo pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS). Fã de videogames desde os 6 anos de idade, sendo o seu hobby preferido desde então.

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