Procuradoria quer saber se Telegram tomou medidas para combater fake news

A empresa tem 15 dias para repassar as informações exigidas pelas autoridades

Procuradoria quer saber se Telegram tomou medidas para combater fake news
Créditos: pixabay.com / Publicado por "motionstock"

O Ministério Público Federal em São Paulo reforçou as cobranças para os responsáveis pelo Telegram. Estão solicitando os resultados da atuação direcionada para combater as “Fake News”. Quando o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, exigiu o bloqueio do ecossistema, um dos compromissos firmados para a reversão da decisão foi o combate à desinformação, em conjunto com relatórios que demonstrem os avanços na iniciativa.

Na última quarta-feira, foi enviado um ofício ao advogado do representante oficial da plataforma no Brasil, Alan Thomaz. Foi disponibilizado 15 (quinze) dias para enviarem uma resposta sobre as providências firmadas até o presente momento. Espera-se que seja enviado quais indivíduos, canais, publicações e grupos foram suspensos e/ou banidos do ambiente virtual. Assim que forem apresentados, os dados serão anexados ao inquérito civil público em tramitação na Procuradoria de São Paulo, sobre a postura do Telegram mediante as demandas das autoridades brasileiras.
 

(Ilustração / Créditos: pixabay.com)

Foi prometido pelos responsáveis pelo Telegram, fora o que já foi mencionado, que seriam monitorados diariamente por volta de 100 (cem) canais populares no país. A aposta seria viabilizada por meio de parcerias com agências especializadas em checagens, que marcariam determinados posts como “imprecisos”. Ainda não foi explicado se a plataforma está desempenhando, de fato, as alterações exigidas.

Em abril desde ano, foi repassado para a Procuradoria o seguinte posicionamento:

Os números de remoção de conteúdo ou contas podem ser menos expressivos que de outras plataformas, considerando que o Telegram ingressou recentemente no mercado brasileiro e atua em um modelo diferente das demais plataformas investigadas neste inquérito.

 

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No ofício enviado para o advogado de Thomaz, as autoridades solicitam que sejam informados quais diretrizes foram violadas e motivaram as medidas, e também deve ser apontado se as infrações se enquadram na política de enfrentamento às fake news. Fora isso, foi questionado se apenas os 100 grupos serão moderados, ou se o posicionamento será viável também em outros canais dentro da plataforma.

Estão combatendo ativamente, entre outras infrações, indivíduos que estejam veiculando mensagens consideradas falsas relacionadas à Justiça Eleitoral. Por meio de uma pesquisa realizada nos quatro primeiros meses de 2022, foi detectado que determinados espectros políticos estão engajados em desacreditar os cidadãos sobre os resultados das eleições deste ano.

02/05/2022 às 08:52
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De toda forma, resta aguardar para observarmos o desfecho das novas exigências. Caso o Telegram não colabore, restrições adicionais poderão ser aplicadas mais uma vez.

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Via: folha.uol.com.br
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Guilherme Pinheiro

Formado em jornalismo pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS). Fã de videogames desde os 6 anos de idade, sendo o seu hobby preferido desde então.

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