Emotet é o malware mais detectado em 2022

Ciberataques utilizando o Emotet aumentaram 27%

Emotet é o malware mais detectado em 2022
Créditos: Reprodução

A HP informou hoje, dia 16 de maio, que a equipe de pesquisa da HP Wolf Security identificou, no primeiro trimestre de 2022, um aumento de 27% nas detecções de ameaças ofensivas de spam do Emotet, em comparação com o quarto trimestre de 2021 — quando a ameaça reapareceu. 

12/05/2022 às 20:15
Notícia

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Emotet: líder de ameaças neste ano

O relatório HP Wolf Security Threat Insight, que apresenta análises de ataques cibernéticos no mundo, mostra que o Emotet escalou 36 posições para se tornar a família de malware mais detectada neste trimestre (representando 9% de todos os malware capturados). Uma dessas investidas mirou organizações japonesas e envolveu o sequestro de e-mails para enganar os destinatários e fazê-los infectar seus PCs, tornando-se responsável por um aumento de 879% nas amostras de malware em .XLSM (Microsoft Excel) capturadas em relação ao trimestre anterior.

Desde que a Microsoft começou a desabilitar as macros, a HP tem percebido um aumento em outros formatos que não os do Office, incluindo arquivos do Java Archive (+476%) e JavaScript (+42%), em comparação ao trimestre anterior. É mais difícil para as organizações se defenderem contra esses ataques, porque as taxas de detecção desses tipos de arquivo costumam ser baixas, aumentando as chances de infecção.

"O Emotet já foi descrito pela CISA (Agência de Cibersegurança dos EUA) como sendo um dos malware mais destrutivos e que custam mais para serem remediados. Os operadores desse grupo costumam colaborar com grupos de ransomware, um padrão que podemos esperar que continuará. Então, o ressurgimento do Emotet é uma má notícia tanto para empresas como para o setor público”, explica Alex Holland, analista sênior de malware da equipe de pesquisa de ameaças da HP Wolf Security. “O Emotet também seguiu favorecendo ataques habilitados por macros – talvez para conseguir fazer os vírus entrarem antes do prazo da Microsoft, que era abril, ou simplesmente porque as pessoas podem ser levadas a clicar no lugar errado.”

Explicando os dados do estudo

Os achados da pesquisa baseiam-se em dados de milhões de endpoints que rodam a HP Wolf Security. Com isso, a empresa rastreia malware ao abrir tarefas arriscadas em micromáquinas virtuais (micro-VMs) separadas, mitigando ameaças que tenham passado por outras ferramentas de segurança. Até o momento, clientes HP clicaram em mais de 18 bilhões de anexos de e-mail, páginas da web e downloads sem violações notificadas. Por isso, esses dados dão visões exclusivas de como os agentes de ameaças usam malware quando não estão sendo observados.

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Felipe Freitas

Felipe Freitas é formado em jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina. Mas, segundo quase todo mundo, tem cara de quem fez Sistemas. Começou nos jogos com o SNES do seu tio, nunca passou da parte da montanha em Legend of Legaia e adora jogos com histórias bem feitas. Não perde a chance de fazer uma Jojo Pose.

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