EUA, Reino Unido e UE acusam Rússia de ataque hacker
Créditos: Reprodução/Facebook

EUA, Reino Unido e UE acusam Rússia de ataque hacker

Países confirmaram publicamente a suspeita de autoria

Os Estados Unidos, Reino Unido e União Europeia (UE) acusaram oficialmente o governo russo pelo ataque hacker aos satélites da empresa americana de internet Viasat. A invasão aconteceu horas antes da invasão do exército da Rússia a Ucrânia, ponto em que marcou o inicio da guerra de Putin contra a ex-república soviética. Em março, fontes oficiais, sob condição de anonimato, já haviam vazado a acusação antes do relatório final ser publicado. 

15/04/2022 às 22:25
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Ataque afetou Ucrânia e outros membros da UE

O objetivo do ataque dos hackers russos (em serviço às Forças Armadas) era cortar a comunicação da Ucrânia, afetando possíveis respostas e contra-ataques do país invadido, além de prejudicar a comunicação entre empresas e usuários. Entretanto, outros países europeus também passaram por problemas de comunicação. Isso aconteceu devido ao uso dos satélites da KA-SAT, equipamento de propriedade da Viasat, para conexão de outros países do continente à internet, incluindo integrantes da União Europeia. 

"Esse ciberataque inaceitável é outro exemplo do comportamento irresponsável padrão e contínuo da Rússia no ciberespaço, que também integra uma parte da sua invasão ilegal e injustificada à Ucrânia", diz o comunicado do Conselho da União Europeia. Liz Truss, secretária de Relações Exteriores do Reino Unido, também se pronunciou sobre o assunto. "Esta é uma evidência clara e assustadora de um ataque deliberado e malicioso da Rússia contra a Ucrânia que teve consequências significantes em pessoas comum e empresas na Ucrânia e Europa".

O órgão americano NSA (sigla em inglês para Agência Nacional de Segurança) estava colaborando na investigação da Inteligência Ucrânia para descobrir o responsável pelo ataque. O Centro de Cibersegurança do Reino Unido também acusou a Rússia de ciberataques contra sites do governo da Ucrânia no 13 de janeiro.

Rússia iniciou ciberataques à Ucrânia antes de invasão

 

NetBlocks, observatório internacional de internet, publicou um gráfico mostrando a queda de conectividade na Ucrânia antes da invasão ao país. O NetBlocks indicou que o ataque é do tipo de Negação de Serviço Distribuído, conhecido pela sigla DDoS (Distributed Denial of Service). Mykhaylo Fedorov, ministro da transformação digital da Ucrânia, também publicou em seu canal do Telegram que o ataque é do tipo DDoS. Sites de bancos e das Forças Armadas ucranianos foram alguns dos atacados.

A União Europeia enviou uma equipe de ciber resposta-rápida para auxiliar a Ucrânia nos ataques. A Rússia tem tradição no uso de DDoS para atacar rivais, método utilizado para atacar a Geórgia e a Crimeia anteriormente. De acordo com o site Ars Technica, um grupo de cibermilitares ligado ao governo Russo, os Sandworm, está realizando ataques ao redor do mundo com o malware Cyclops Blink. Este malware é uma evolução do VPNFilter, malware que seria utilizado para causar um DDoS na estrutura de TI da UEFA durante a final da Liga dos Campões de 2018, em Kiev, capital da Ucrânia.

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Fonte: The Guardian
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Felipe Freitas

Felipe Freitas é formado em jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina. Mas, segundo quase todo mundo, tem cara de quem fez Sistemas. Começou nos jogos com o SNES do seu tio, nunca passou da parte da montanha em Legend of Legaia e adora jogos com histórias bem feitas. Não perde a chance de fazer uma Jojo Pose.

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